E agora, quem poderá nos defender sem Roberto Gómez Bolaños?

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Sempre que me perguntam “qual é seu herói preferido?” eu respondo “O Chapolim!”. Quase sempre a pessoa que perguntou se sente desapontada por não ter escutado “Homem-Aranha” ou “Superman”. Mas é a pura verdade, nenhum herói me fez sonhar e viajar tanto quanto o Chapolim. Ninguém me fez inventar tantas brincadeiras ou me fez rir tanto quanto o Chaves.

Ontem meu herói se foi. Um dos maiores e mais completos artistas do mundo, Roberto Gómez Bolaños, o eterno Chaves ou Chapolim se preferir. Ele não precisou da mídia global o idolatrando como celebridade, não precisou falar inglês em seus trabalhos, usar palavrões, apelar para sexo ou violência, ele apenas era ele mesmo. Um cara legal em quem me espelho até hoje.

Roberto morreu ontem, sexta-feira (28), aos 85 anos, às 14:30 em sua casa no México, em Cancún. Deixou a esposa Florinda Meza, a nossa eterna Dona Florinda, uma família e milhões de amigos pelo mundo.

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No fim da vida Chespirito, seu apelido que em espanhol é o diminutivo de Shakespeare, já não estava bem de saúde. Permanecia quase o tempo todo na cama e sempre com acompanhamento, mas isso nunca impediu que os fãs o olhassem e vissem o nosso Chaves, não importava a sua aparência ou condição de saúde, o carinho de todos para com ele era o mesmo.

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Roberto teve uma vida admirável foi compositor, diretor, produtor, escritor, ator e um ser humano maravilhoso. Confira a sua história:

Ele amava o Brasil, uma vez em uma entrevista para o SBT, em meio a suas declarações, ele dizia o quanto gostava do Pelé e quando perguntaram se ele tinha saudade dos tempos de Chaves ele disse: “SAUDADE! Sim, Saudade é uma palavra riquíssima, não tem tradução essa palavra, mas eu sei o que significa. Sim, muita saudade!”. Inclusive seu último tweet foi direcionado ao Brasil.

10443284_904128309597861_2098474043140176501_oÉdgar Vivar, o Seu Barriga, ficou bastante abalado, assim como todos que amavam o “Chaves”, em um depoimento a rede de TV mexicana Televisa, ele falou:

“Estou em estado de choque. Não pensei que me fosse afetar tanto. Meu telefone não para de tocar. Um abraço compartilhado com milhões de pessoas do mundo. Vou lembrar dele sempre com sorriso e com ânimo. Temos que agradecer a Deus. Seu bom humor é a maior lembrança.”.

— Édgar Vivar

Roberto tinha problemas pessoais com María Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Carlos Villagrán (Quico). Por motivos autorais dos personagens que eles interpretavam, eles brigavam na justiça por direitos e não se falavam mais. Apesar de todo o orgulho e rancor, prefiro acreditar que no fundo eles ainda se gostem e que Roberto tenha partido sentindo carinho por eles e não mágoas. María Antonieta se despediu do colega em um Tweet.

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Roberto dizia que o sucesso do Chaves se devia a identificação de todos com os personagens, pois segundo ele o mundo era uma grande vila.

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Bom, acho que agora morrerão menos pessoas na China não é verdade?

 

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