urucum digital

Dando cor às ideias

ICQ RESSURGE DAS CINZAS

Fonte: Olhar Digital

Se a a notícia da morte do Orkut fez você sentir que o mundo como conhecemos mudou e que estamos velhos prepare-se, talvez se animem com a ressurreição do ICQ, outro serviço que faz parte da “velha guarda” da internet. O grupo Mail.Ru, que detém o aplicativo, anunciou uma série de novidades.

Disponível para computadores e dispositivos móveis, o ICQ ganhou um novo design, suporte a chamadas em vídeo, conversas em grupo e acesso via número de telefone, o que o coloca em pé de igualdade com o WhatsApp. Se cuida Whatsapp, além do Viber e afins agora está de volta um titã da internet.

Para a empresa, a maior novidade são as chamadas em vídeo, que podem ser feitas de forma gratuita e simples, bastando ligar a câmera durante uma conversa. O chat em texto também funciona de forma dinâmica: para falar com mais gente, basta adicioná-las no meio da conversa e ela se torna um bate-papo em grupo.

Outra coisa interessante da nova versão é a possibilidade de trocar mensagens a quem não é usuário do ICQ. Basta selecionar o contato e enviar o conteúdo, que será entregue como SMS gratuitamente. As respostas da pessoa aparecerão na janela de bate-papo, e não no app de SMS.

Além de fotos, áudio e vídeo, dá para trocar qualquer tipo de arquivo pelo serviço, incluindo DOCs e PDFs (aleluia!). Também há stickers (que tem uma usabilidade bem mais elegante que o viber) e um sistema de pesquisas interno que permite buscar imagens para enviar aos amigos, o que é sensacional! Quem não sente falta de ilustrar a conversa com uma imagem bem específica?

A versão desktop apresenta uma interface clean, porém nem tão simples de se encontrar certas funções de configuração. O design não tem nada de inovador e a cor da uma sensação não muito elegante, porém as funções e a usabilidade são ótimas e convenhamos, é ICQ, a marca tem peso. Nessa versão é possível conectar seu ICQ com seu telefone, que importa sua lista de contatos para o software, é possível também conectar-se com sua conta ICQ e ainda conectar suas redes sociais como Facebook, Google+ e Yahoo ao programa, tendo em um único lugar uma lista de seus amigos de bate-papo das redes. Desconectar as redes por outro lado não é simplesmente clicar no botão em que você usou para adicioná-la, essa função fica em configurações, clicar nos ícones das redes te redireciona para elas. O que pode ser algo legal afinal de contas, atalhos.

Uma vez conectado as redes sociais, você recebe as notificações delas em qualquer versão do ICQ, software ou mobile. Administrar as conexões só é possível pela versão desktop.

Enquanto o programa parece bom, o site do ICQ apresenta alguns erros ainda, provavelmente por estar se adaptando as mudanças.

Para a versão mobile o ICQ veio com tudo. Ele está disponível para iPhone e Android. A interface está moderna, clara e bonita. A usabilidade se assemelha a do Viber e do Whatsapp, mas melhor arquitetada. Ela se mostra mais interessante que a interface básica do Whatsapp e com mais incrementos, porém menos confusa e sobrecarregada que o Viber. Uma coisa que podemos sentir falta é a ausência de uma opção para gravar áudio, tal qual o Whatsapp e o Viber possuem.

Nos chats é possível utilizar papeis de parede de forma bem legal e as opções padrão são variadas e interessantes, evitando que o fundo compita com as informações em tela. Ainda é possível escolher seu próprio background. As chamadas de vídeo são simples e os controles claros. Na versão android ainda da para  utilizar um widget para visualizar seus chats. E o famoso barulhinho “O-Oh” marca sua presença toda vez que alguém te chama no app.

Se você já possui uma conta ICQ da pra vincular ela ao seu telefone. Uma sacada legal é que cada usuário ICQ possui um número, igual antigamente. Aquele número que as pessoas se orgulhavam de ter, “Qual o seu ICQ? Uau, seu número é bem antigo”.

E quando pensamos que acabou por aí as novidades, escute essa, o ICQ tem uma versão Windows 8. Ela é bem mais básica e tem somente as funções essenciais, mas prova que o pessoal do ICQ não quer deixar ninguém de fora.

Com todas essas novidades o ICQ é um forte candidato a fazer o que outros aplicativos como o Telegram e o Line não conseguiram, desbancar os apps mais visados de comunicação.

Para baixar o ICQ clique aqui.

10 PAPOS SURPREENDENTES SOBRE DESIGN QUE IRÃO EXPLODIR SUA MENTE

Via: youthedesigner

Obtenha sua dose expressa de criatidade com essas conversas surpreendentes sobre design. Às vezes, é muito fácil perder a inspiração e a direção. Entre os prazos e horários não saudáveis – às vezes nos encontramos fora de sintonia com a nossa criatividade. Estes papos sobre design darão alguns conselhos excelentes e fundamentais que irão fazer você ir além no mercado.

Prepare seu inglês, pois você irá precisar dele nos vídeos, mas o conteúdo faz valer a pena.

01. F*ck you! Pay Me by Mike Monteiro

Trabalho especulativo e as apreensões gerais que existem para pagar os artistas são realmente problemas prevalentes na indústria de design. Mike Monteiro aborda este problema e como combatê-lo. Os insights são realmente agradáveis e úteis para qualquer pessoa, independente de qual posição ocupa na indústria.

02. Saying No by Jason Santa Maria

Precisamos aprender a dizer não. Todos nós já chegamos a um ponto em nossa carreira onde começamos a cair de amor com a coisa que amamos fazer. Jason fala sobre ter a liberdade de manter clientes. É difícil e Jason Sta Maria nos dá alguns conselhos sobre como aprender a dizer não pode trazer a oportunidade de dizer sim para outras coisas. Este é um conselho para se destacar na carreira que é difícil de se passar. Totalmente vale a pena assistir.

03. The Shape of Design by Frank Chimero

Eu recomendo Frank Chimero para quando nos sentimos vazios e sem inspiração – recorra a este vídeo para se lembrar por que você é um designer e até onde você foi como um. The Shape of Design é uma daquelas conversas que não foca O COMO, mas O PORQUÊ do design e entra nos pormenores e detalhes de áreas que muitas vezes esquecemos que são importantes.

04. Love Your Work by Simon Sinek

Simon Sinek fala sobre realização e o que isso significa. Ele fala sobre o poder de dar tempo e energia para outras pessoas e do ciclo cármico de como isso rola por aí. Como dar atenção, tempo e esforço vai levar as pessoas a reagir a você e como pequenas ações e palavras podem dar resultados. É também sobre como fazer outras pessoas felizes pode dar a elas uma certa satisfação e contentamento que nada mais pode. Às vezes, como designers é muito importante lembrar que criamos coisas para outras pessoas, tanto quanto para nós mesmos.

05. The Top 10 Things I Wish I Knew When I Graduated College by Debbie Millman

Debbie dá ótimas dicas sobre a indústria do design que realmente não são dadas nas faculdades. Um monte de escolas de design (a menos que você tenha frequentado algum lugar com foco pesado em bases) tendem a se concentrar nos aspectos mais técnicos do trabalho e deixam uma lacuna grande a respeito do que acontece quando você realmente sai da faculdade. Este é um video excelente para as pessoas que já tem muito tempo de estrada e as que estão no início de sua carreira.

06. Let’s Talk About Clients by Micheal Beirut

Michael Beirut fala sobre os melhores tipos de pessoas para trabalhar e como trabalhar com boas pessoas pode injetar uma espécie de paixão para o projeto que é genuíno. É sobre como trabalhar para as pessoas certas vai abrir as portas certas, porque o processo de design é muito mais agradável quando todos os envolvidos investem no resultado final.

07. Three Pipe Problems by Jason Van Lue

Jason nos lembra que, por vezes, temos de nos lembrar de projetar para o final da tela. O design é tangível, interativo e feito para outras pessoas experimentarem. Algumas pessoas gostam de gritar bem alto que qualquer coisa projetada por um designer deve resolver um problema, ou pelo menos deve transmitir alguma idéia e essa idéia deve ser comunicada também. Esta é uma conversa sobre como o design desempenha um papel importante na vida de outras pessoas e o que faz disso tão importante.

08. Make Ugly Things by Mig Reyes

É um pouco contraditório o vídeo acima, mas ao mesmo tempo, ele tem uma mensagem que realmente não deve ser negligenciada. Mig incentiva originalidade e criatividade, que às vezes é perdida nas definições de design. Ele memoravelmente diz: “Eu fiz isso, e eu estava muito orgulhoso disso quando eu fiz isso (…) e eu não quero que seja bonito; Eu só queria que existisse.”

09. Death to Bullsh*t by Brad Frost

Esta é uma outra conversa super-rápida, que eu sinto que salienta um ponto importante. Temos que lembrar de criar coisas boas, porque a atenção das pessoas está em declínio e a sua tolerância para asneiradas está aumentando. Quando você tem um bom produto (como Sriracha) – você pode ir muito longe se você se lembrar de se concentrar em criar algo que valha a pena a atenção das pessoas.

10. Why Design is Awesome by Chris Glass

Esta palestra  sobre design se foca no coração do design. Chris fala sobre o porquê de ‘design não é sobre você. É sobre o usuário ‘- e a magia do design e por que isso continua a importar. Chris fala sobre a importância de construir coisas e criar.

Espero que depois disso você se sinta renovado e mais criativo. =)

Deixe um comentário
SINESTESIA NO DESIGN

Via: Design Culture

Sinestesia, para quem está achando essa palavra estranha, é a relação entre planos sensoriais diferentes: o visual com o paladar, a audição com o tato, o olfato com a visão e todas as outras combinações possíveis. Ainda está um pouco nebuloso? Geralmente, a sinestesia é uma figura de linguagem que utilizamos: sentir o cheiro verde das matas (olfato+visão), ou a sonoridade aveludada de um instrumento (audição+tato). Porém, ela é também tratada como um fenômeno neurológico.

Existem pessoas que consideram, por exemplo, que o número 4 é azul e que a nota musical ouvida é amarela, ou ainda, que a palavra cortina tem gosto de café. Para a grande maioria difícil de imaginar tais associações. Porém para os sinestésicos é algo normal. Para eles todas as pessoas têm as mesmas percepções. Você tem? Estima-se que o fenômeno atinja uma em cada 300 pessoas.

Muitos escritores utilizam as metáforas sinestésicas como forma de enriquecer seus textos e transmitir uma quantidade de sensações ainda maior ao leitor.

“E um doce vento, que se erguera, punha nas folhas alagadas e lustrosas um frémito alegre e doce.”

Eça De Queiros

E são inúmeros os joguetes de associações que vemos por aí.

Food-Art-Pairings

Pantone Musical da  Chic & Artistic

Quem ficou verde de raiva ou roxo de fome? Como disse Gisele Monteiro, As Cores Falam!

E não somente elas. A forma, os cheiros, os ruídos… Se a sinestesia já foi tratada como um distúrbio, atualmente ela é objeto de estudo, de estímulo e de investigação no design.

Machael Haverkamp é pesquisador da Universidade de Colônia, na Alemanha, e investiga as percepções corpóreas do som.

“O design sinestésico baseia-se no melhor alinhamento possível entre os aspectos do design e a percepção multissensorial dos objetos pelas pessoas”

Michael Haverkamp

Seu trabalho, como o de outros pesquisadores da área, ajudou designers a desenvolverem interfaces gráficas de tocadores de música de computador, como o Windows Media Player. Na verdade, trata-se daquelas que aparecem na tela do computador enquanto a música toca – um dispositivo que muita gente evita, reclamando de dores de cabeça depois de algum tempo de uso. Existem vários experimentos no YouTube que mostram como as partículas de areia se agrupam criando formas distintas conforme a frequência sonora.

Para se ter um pouco da noção do poder que a sensação tem sobre a informação e o comando em nosso cérebro, tente o seguinte teste.

Aos poucos, vem se descobrindo o valor que essas multi-sensações provocam. A associação de mais de um sentido é uma nova informação para a apreensão de significado. Ou seja, conseguimos absorver e fixar mais a informação porque nossa memória tem a possibilidade de ser ativada de formas distintas. Mais ou menos igual quando você associa o nome de uma pessoa que você já acabou de conhecer com uma que você já conhece.

Pesquisadores já tentam desenvolver materiais pedagógicos para alfabetização que usam a sinestesia. A americana Frog Design desenvolve um sistema de leitura no qual a criança pode associar odores às letras. O som do “A” pode vir acompanhado do delicado odor da maçã (apple, em inglês), e o “C”, do delicioso aroma de chocolate. “Nós estaremos perdendo oportunidades preciosas, se não formos capazes de explorar todo o potencial dos sentidos”, diz Laura Richardson, designer e diretora da Frog.

Na minha infância, quando estava na iniciação musical, eu coloria cada nota na pauta em uma cor específica. De alguma forma, isso facilitou o meu aprendizado, ainda que eu não enxergue nenhum dó vermelho 

:(

É cada vez maior a importância dada ao que vem sendo chamado de design multisensorial. As grandes marcas e os designers tem se preocupado com as qualidades que atribuem e que transmitem. Já são inúmeras as lojas que possuem uma fragrância patenteada, basta lembrar do cheiro da Melissa. Mas ainda é um campo novo para a grande maioria de nós. Afinal de contas, como podemos adicionar mais sinestesia ao nosso design?

Para finalizar, deixo o vídeo do designer Jinsop Lee. Apesar das piadas jocosas, a reflexão que ele apresenta de forma bem didática, questiona porque um bom design teve ter mais do que uma ótima aparência.

Referências:

Ouvindo cores

A cor do som e o som das cores

Sinestesia

Deixe um comentário
COMPARE O VISUAL DO ANDROID KIT KAT COM O DO NOVO ANDROID L

Via Olhar Digital

O Android L, mostrado pelo Google em sua conferência para desenvolvedores, acompanha, além de melhoramentos de desempenho e funções, uma mudança radical no design do sistema, tanto em aplicativos como em menus dos aparelhos. Veja algumas imagens tiradas pelo site Phone Arena para a comparação dos dois sistemas. Veja se você gosta mais do novo (à esquerda) ou do antigo (à direita) design.

Agenda de contatos

A visualização de fotos individuais de cada contato também está diferente.

Você notou que os ícones também mudaram, na parte de baixo? Alguns usuários vão tomar algum tempo para se ajustar, mas dizer “triângulo” “círculo” ou “quadrado” para explicar algo para alguém é um tanto quanto mais fácil do que “a setinha curva para a esquerda”, “aquele que parece uma casinha” e “os dois quadradinhos um atrás do outro”.

Menus

Os menus de opções continuam escuros, mas o seletor “liga/desliga” está menos claro (parece uma pequena barra de volume). Também é notável a diminuicão no número de linhas dividindo os itens entre si e o aumento no tamanho dos ícones.

O design das barras de volume continua muito parecido, embora seja interessante ver o Android voltando a utilizar mais a cor verde.

Calendário

O Calendário recebeu mudanças drásticas, mas o mais notável é o fato de que cada evento possui sua própria “bolha” colorida, tornando mais fácil separar diferentes marcações, além de um grande botão “+” para adicionar novas notificações.

Gmail

O Gmail ficou com um visual mais simples, mas perdeu as cores e letras nos quadradinhos, o que tornava fácil saber com um rápido olhar, de quem era o e-mail.

Apesar disso, a interface para enviar mensagens (que agora é acessada também por um grande botão de “+”) está mais limpa, com menos subdivisões e com uma lista mais clara de endereços para os quais a mensagem será enviada. O desaparecimento do botão “opções” (o trio de quadradinhos), no entanto, é estranho.

Google Maps

O Google Maps, ao sugerir várias rotas diferentes para o mesmo destino, agora mostra o mapa aberto, ao invés de fazer com que você clique em cada uma das rotas para descobrir o caminho que deseja usar.

Galeria

A galeria de imagens padrão do Android L ganhou um fundo branco, ao invés do preto que existia até o Kit Kat, além de perder o botão de opções. Pra onde ele foi?

Por último, a organização das fotos agora é feita de acordo com o formato de cada imagem, semelhante ao que já é feito com as galerias do Google Plus, tornando cada imagem mais fácil de ser vista em suas proporções originais.

E aí? Achou que o design novo melhora ou piora a utilização do sistema? Comente!