18 coisas que as pessoas criativas fazem diferente

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The Huffington Post  |  De Carolyn Gregoire

A criatividade se manifesta de forma misteriosa e muitas vezes paradoxal. O pensamento criativo é uma característica estável e marcante em muitas personalidades, mas ela também pode mudar de acordo com a situação e contexto. Muitas vezes a inspiração e ideias parecem surgir do nada e depois desaparecem quando mais precisamos delas – e o pensamento criativo exige uma cognição complexa, porém totalmente distinta do processo utilizado para o pensamento.

A neurociência pinta um quadro complicado da criatividade. Atualmente, os cientistas entendem a criatividade como algo bem mais complexo do que a divisão do cérebro em hemisférios direito e esquerdo nos leva a pensar (a teoria de que o lado esquerdo do cérebro = pensamento racional e analítico e o lado direito = pensamento criativo e emocional). Na realidade, acredita-se que a criatividade engloba vários processos cognitivos, caminhos neurais e emoções e mesmo assim não temos toda a dimensão de como a mente imaginativa funciona.

E, psicologicamente falando, pessoas com personalidade criativa são difíceis de definir, especialmente por serem complexas, paradoxais e geralmente evitarem hábitos ou rotinas. E esse não é apenas um estereótipo do “artista torturado” – os artistas podem de fato serem pessoas mais complicadas. Pesquisas sugerem que a criatividade é fruto da combinação de várias características, comportamentos e influências sociais em uma única pessoa.

“O autoconhecimento é de fato difícil para pessoas criativas, pois o ser criativo é mais complexo do que o não criativo”, afirmou Scott Barry Kaufman, psicólogo da New York University que passou vários anos pesquisando a criatividade, em entrevista ao The Huffington Post. “As coisas que mais se destacam nas pesquisas são os paradoxos do ser criativo… Pessoas com imaginação aguçada tem mentes mais ‘bagunçadas’ ”.

Ainda que não exista uma personalidade criativa “padrão”, existem algumas características e comportamentos comuns às pessoas altamente criativas. Veja aqui 18 coisas que elas fazem diferente.

Elas sonham acordadas.

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Pessoas criativas sabem que sonhar acordado não é perda de tempo, apesar do que os seus professores tenham lhes dito quando eram crianças.

De acordo com Kaufman e com a psicóloga Rebecca L. McMillan, que é co-autora de um artigo intitulado “Ode Ao Sonhar Acordado”, essas viagens da mente podem auxiliar no processo da “incubação criativa”. E claro, muitos já tiveram a experiência de ter uma ideia genial surgir aparentemente do nada, justo quando nossa mente está divagando.

Apesar do sonhar acordado parecer não exigir nenhuma atividade cerebral, um estudo de 2012 sugere que o cérebro pode na verdade estar altamente engajado nessas ‘viagens’ – elas podem repentinamente resultar em conexões e conclusões pois estão ligadas à nossa habilidade de recordarmos informações mesmo frente às distrações. Os neurocientistas também descobriram que sonhar acordado ativa os mesmos processos cerebrais associados à imaginação e à criatividade.

Elas observam tudo.

O mundo é a ostra da pessoa criativa – elas veem possibilidades por toda parte e estão constantemente absorvendo informações que alimentam a expressão criativa. Como disse o escritor Henry James em sua famosa citação, um escritor é alguém para quem “nada se perde”.

A escritora Joan Didion carregava sempre um caderno e disse que fazia anotações sobre pessoas e eventos, como uma forma de melhor entender as complexidades e contradições da sua própria mente:

“Não importa o quão zelosos somos em registrar o que vemos ao nosso redor, o denominador comum de tudo que vemos é sempre, de forma transparente e sem vergonha, o implacável “Eu”, Didion escreveu no ensaio On Keeping A Notebook. “Estamos falando de algo privado, fragmentos da mente curtos demais para serem usados, uma montagem indiscriminada e aleatória que fazem sentido apenas para quem as anota”.

Elas trabalham no horário que é melhor para elas.

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Muitos artistas renomados afirmam que trabalham melhor ou bem cedo de manhã ou muito tarde à noite. Vladimir Nabokov começava a escrever assim que acordava, as 6 ou 7 da manhã e Frank Lloyd Wright costumava acordar às 3 ou 4 da manhã, trabalhar durante várias horas e depois voltava a dormir. Não importa o horário, pessoas com grande produção criativa geralmente descobrem quando as suas mentes funcionam melhor e planejam seus dias de acordo com isso.

Elas separam um tempo para a solitude.

“Para estar aberto à criatividade, a pessoa tem que ter a capacidade de usar a solitude de maneira construtiva. É necessário superar o medo de estar sozinho”, escreveu o psicólogo existencial americano Rollo May.

Artistas e criativos muitas vezes são taxados de solitários e apesar disso não ser verdade, a solitude pode ser o que lhes permite produzir o melhor trabalho. Para Kaufman, isso está relacionado novamente ao sonhar acordado – nós precisamos passar tempo sozinhos para simplesmente permitir que as nossas mentes possam viajar.

“Você precisa estar atento àquele monólogo interior para que possamos expressá-lo”, ele afirma. “É difícil encontrar aquela voz interior criativa se você…não está em contato com o seu eu interior e refletindo sobre si mesmo”.

Elas conseguem transformar os obstáculos em algo bom.

Muitas das histórias e músicas mais icônicas de todos os tempos foram inspiradas por dor e desilusões – e o lado bom desses desafios é que elas podem servir como um catalisador para a criação de ótimo arte. Um campo emergente da psicologia chamado de crescimento pós-traumático vem sugerindo que muitas pessoas conseguem usar as dificuldades da vida e os traumas da infância e juventude para o crescimento criativo. Especificamente, pesquisadores descobriram que traumas podem ajudar as pessoas a crescerem nas áreas de relacionamentos interpessoais, espiritualidade, apreciação pela vida, força pessoal e – o que é mais importante para a criatividade – a vislumbrar novas possibilidades na vida.

“Muitas pessoas conseguem usar isso como o combustível que precisam para encarar a realidade de uma outra forma”, diz Kaufman. “O que aconteceu é que a visão que elas tinham do mundo como um lugar seguro ou como um certo tipo de lugar foi destruída em algum momento de suas vidas, levando-as a olhar a vida de fora e enxergar as coisas de maneira nova e diferente, e isso é muito propício para a criatividade”.

Elas buscam novas experiências.

Pessoas criativas gostam de se expor a novas experiências, sensações e estados de espírito – e essa abertura prevê o resultado criativo de forma significativa.

“A abertura a novas experiências é o mais forte e confiável indicador da realização criativa”, afirma Kaufman. “Isso inclui muitas facetas diferentes, mas elas estão todas relacionadas: a curiosidade intelectual, busca por emoção, abertura aos sentimentos, abertura à fantasia. A coisa que une todas elas é um desejo pela exploração cognitiva e comportamental do mundo, tanto o seu mundo interior quanto o seu mundo exterior”.

Elas aprendem com os erros.

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A resiliência é praticamente um pré-requisito para o sucesso criativo, diz Kaufman. O trabalho criativo é muitas vezes descrito como um processo em que se falha repetidamente até que encontre algo que dá certo e pessoas criativas – pelo menos as bem-sucedidas – aprendem a não encarar os erros de forma tão pessoal.

“Pessoas criativas falham e aquelas que são muito boas falham com frequência”, escreveu o colunista da revista Forbes Steven Kotler em um artigo sobre a genialidade criativa de Einstein.

Elas fazem as perguntas mais complexas.

As pessoas criativas possuem uma curiosidade insaciável – geralmente escolhem examinar profundamente a vida – e à medida em que vão envelhecendo, não deixam de ter curiosidade sobre a vida. Seja através de conversas intensas ou de reflexões solitárias, pessoas criativas olham para o mundo ao seu redor e querem saber por quê e como as coisas são do jeito que são.

Elas observam as pessoas.

Devido à natureza observadora e à curiosidade sobre as vidas dos outros, pessoas criativas muitas vezes amam observar as pessoas – e talvez até gerem suas ideias a partir dessas observações.

“[Marcel] Proust passou praticamente toda a sua vida observando as pessoas e ele anotava essas observações, que acabavam saindo em seus livros”, diz Kaufman. “Para muitos escritores, observar pessoas é muito importante… Elas são observadoras perspicazes da natureza humana”.

Elas arriscam.

Arriscar faz parte do trabalho criativo e muitas pessoas criativas são motivadas pelos riscos que tomam em vários aspectos de suas vidas.

“Há uma conexão profunda e significante entre arriscar e ser criativo e essa conexão muitas vezes é menosprezada”, escreveu Steven Kotler na Forbes. “A criatividade é o ato de criar algo a partir do nada. Ela requer expor publicamente aquelas apostas que fazemos primeiro em nossa imaginação. Essa não é uma tarefa para os tímidos. O tempo desperdiçado, a reputação abalada, o dinheiro investido de forma errada – todos esses fatores são consequências da criatividade mal-sucedida”.

Elas encaram a vida toda como oportunidade de auto-expressão.

Nietzsche acreditava que a vida e o mundo devem ser encarados como uma obra de arte. Pessoas criativas podem estar mais propensas a ver o mundo dessa forma e a constantemente buscar oportunidades de auto-expressão no dia a dia.

“A expressão criativa é uma auto-expressão”, diz Kaufman. “A criatividade nada mais é do que uma expressão individual de suas necessidades, desejos e singularidade”.

Elas seguem suas verdadeiras paixões.

Smiling schoolgirl finger painting, close up on hands

Pessoas criativas tendem a ter uma motivação intrínseca – o que significa que elas agem movidas por um desejo interno e não por uma recompensa ou reconhecimento externo.

Psicólogos mostram que pessoas criativas são energizadas por atividades desafiadoras, o que demonstra uma motivação intrínseca e as pesquisas sugerem que simplesmente pensar em razões intrínsecas para realizar uma atividade pode ser o suficiente para aumentar a criatividade.

“Pessoas potencialmente criativas escolhem e podem se envolver de forma apaixonada em problemas desafiadores e arriscados que geram um forte sentimento a partir da habilidade de usarem seus talentos”, escrevem M.A. Collins e T.M. Amabile no livro The Handbook of Creativity (O Guia da Criatividade).

Elas tentam pensar de forma diferente.

Kaufman argumenta que outro propósito do ‘sonhar acordado’ é nos ajudar a ver além da nossa própria perspectiva limitada e explorar outras formas de pensar, que pode ser uma importante ferramenta para o trabalho criativo.

“O ‘sonhar acordado’ acabou evoluindo e nos permite abrir mão do presente”, diz Kaufman. “A mesma rede cerebral associada ao sonhar acordado é a rede associada também com a teoria da mente – gosto de chamá-la de ‘rede cerebral da imaginação’ – que lhe permite imaginar como você será no futuro e também imaginar o que outra pessoa está pensando”.

As pesquisas sugerem também que induzir o ‘distanciamento psicológico’ – isso é, assumir o ponto de vista de outra pessoa ou pensar sobre uma questão como se ela não fosse real ou conhecida – pode estimular o pensamento criativo.

Elas perdem noção do tempo.

Pessoas criativas podem vir a descobrir que quando elas estão escrevendo, dançando, pintando ou expressando-se de outra maneira, que elas entram em um estado mental ‘otimizado’ ou no que é conhecido como ‘estado de fluxo’, que pode ajudá-los a criar em um nível mais alto. Esse fluxo é um estado mental em que uma pessoa transcende pensamentos conscientes a fim de alcançar um estado mais aguçado de concentração e calma, sem fazer maiores esforços. Quando alguém está nesse estado, fica praticamente imune a qualquer pressão interna ou externa ou a distrações que possam prejudicar o seu desempenho.

Você pode entrar no estado de fluxo quando você está desempenhando uma atividade que você gosta, mas que também lhe desafia – como qualquer bom projeto criativo faz.

“As pessoas criativas descobrem as coisas que amam fazer, mas também desenvolveram as habilidades que precisam naquela área para entrar no estado de fluxo”, diz Kaufman. “O estado de fluxo exige uma combinação entre as suas habilidades e a tarefa ou atividade na qual você está envolvido”.

Elas vivem rodeadas de coisas belas.

Pessoas criativas geralmente tem bom gosto, e consequentemente, gostam de estar cercadas de coisas bonitas.

Uma pesquisa recente publicada no periódico Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts mostrou que músicos – incluindo músicos de orquestras, professores de música e solistas – são dotados de maior sensibilidade e respondem mais à beleza artística.

Elas ligam os pontos.

Se existe uma coisa que distingue as pessoas altamente criativas das outras, é a habilidade de enxergar possibilidades onde outros não enxergam – ou, em outras palavras, ter visão. Muitos grandes artistas e escritores já disseram que a criatividade é simplesmente a habilidade de ligar os pontos que outros nunca pensariam em ligar.

Nas palavras de Steve Jobs:

“A criatividade é simplesmente conectar as coisas. Quando você pergunta às pessoas criativas como elas fizeram alguma coisa, eles sentem-se um pouco culpadas, pois na verdade não fizeram de fato, apenas viram algo. Depois de um tempo a coisa ficou óbvia. Isso aconteceu porque eles conseguiram fazer a ligação entre as experiências que já tiveram e então sintetizaram coisas novas”.

Elas estão sempre ‘agitando’ as coisas.

Mais do que qualquer outra coisa, a diversidade das experiências é essencial para a criatividade, diz Kaufman. Pessoas criativas gostam de ‘agitar’, experimentar coisas novas e evitam qualquer coisa que torne a vida mais monótona ou corriqueira.
“As pessoas criativas têm uma maior variedade de experiências e a rotina acaba assassinando a diversidade de experiências”, diz Kaufman.

Elas separam tempo para reflexão.

Pessoas criativas entendem a importância de uma mente livre e focada – pois o seu trabalho depende disso. Muitos artistas, empreendedores, escritores e outros profissionais criativos, tais como David Lynch, recorrem à meditação como uma ferramenta para atingir o estado de criatividade máxima de suas mentes.

E a ciência comprova a ideia de que a reflexão pode de fato aumentar a potência cerebral de várias maneiras. Uma pesquisa holandesa feita em 2012 sugere que certas técnicas de meditação podem estimular o pensamento criativo. Práticas de reflexão também estão ligadas a melhorias na memória e no foco, a um maior bem-estar emocional, à redução de estresse e ansiedade e à melhora da clareza mental – todos esses fatores que podem resultar na melhora do pensamento criativo.

Fonte: Brasil Post Outra Medida

Quem controla o mundo?

Pela rua um menino caminhava, voltava pra casa da brincadeira quando uma senhora o parou. Ainda com os joelhos ralados, ele a atende.

- Meu jovem, você está indo para sua casa?

- Sim, mas eu não devia falar com você. Mamãe disse pra não falar com estranhos.

- Hehehe, sua mãe é muito sábia... só gostaria de deixar esse panfleto com você para entregar a ela.

Ele lê baixinho o título "Quem controla o mundo? Deus? O Homem? Nenhum dos dois?"

Então a senhora continua.

- Você sabe?

- Olha, lá em casa quem manda é mamãe, mas ela vive dizendo que eu estou fora de controle.

- Mas você não acha que existe algo maior que ela controlando tudo?

- Meu pai é maior que ela. Mas pra ser sincero acho que ele não controla ninguém não.

- Sim, mas...

- Outro dia ele disse que mamãe é a mandachuva lá em casa, que tenho que obedecer ela, e que ele também obedece ela.

- Mas você não acha que Deus manda mais que sua mãe? - A senhora sorri, tentando fazer o menino pensar.

- A vovó vai na igreja. Diz ela que é pra falar com Deus. Eu nunca falei com ele. Acho que só fala com gente grande. Ela fica o dia todo falando com ele, eu prefiro brincar.

- Sim, mas é importante que você...

- Ah já sei! Na escola a professora disse que as forças da natureza controlam o mundo! Eu também acho.

- E quem controla as forças da natureza? - A senhora agora começa a demonstrar impaciência com o menino.

- Depende da força. Olha o mar quem controla eu acho que é o vento. Uma vez papai me disse que o bom é ser livre como o vento. Acho que ninguém controla ele então.

- Certo meu jovem. É importante que você conheça Deus, você não tem medo que satanás volte?

- Ah eu tinha medo de fantasma. Algum deles chama satanás? Mas eu perdi o medo, um dia meu cachorro, viu um e saiu latindo, ele espanta os fantasmas. Agora quando eu acho que ouço um eu lato e fica tudo bem.

- Seu cachorro viu um fantasma?

- Viu! Acho que ele tava tentando entrar em casa. Do nada meu cachorro saiu latindo pra porta, mas quando eu fui olhar não tinha nada lá. Só umas cartas no chão. Mas eu não ouvi nada.

- Olha, o que quero tentar dizer é que é importante você conhecer Deus. Ele é o Senhor!

- Qual senhor? Aquele que mora ao lado?

- Ao lado e em em todo lugar.

- Ah mas isso é uma mentira, porque eu sei bem que o senhor mora no 14. Ele tem uma porção de animais, e mora sozinho. Até tartaruga ele tem!

- Sim, mas não é...

- Eu adoro animais. Eles são fáceis de entender. Gente grande é complicada...

- Por que acha isso?

- A senhora por exemplo. Podia ta brincando, já que não tem dever de casa, mas ta aqui no sol. Querendo descobrir quem manda no mundo. Essa saia não esquenta não? - o menino passa a mão na saia comprida da mulher, antes dela se afastar.

- Olha... faça assim meu jovem, vá pra casa e entregue esse panfleto que te dei para sua mãe e leve mais esses dois para sua avó e seu pai ok?

- Ta certo! Tchau!

E o menino saiu correndo em direção ao portão de casa. A senhora continuou seu caminho, distribuindo seus panfletos enquanto pensava como estava fazendo calor.

Naquela tarde o menino se divertiu muito com os aviões de papel que fez. Aqueles panfletos tinham a textura perfeita para fazer os que voam mais longe.

Contato imediato

A apreensão  tomava conta de seu corpo, nessa altura dos acontecimentos toda a nave já havia  sido vítima da criatura. Armado até os dentes com lança-chamas e granadas de  fumaça já não sabia mais se era o caçador ou a caça. Como é possível que uma  gosma preta com aproximadamente 10 cm pudesse derrubar 2 adultos, uma criança e  um cachorro apenas tendo contato com a pele?

Os  nervos pareciam que se partiriam, de repente "AHHH" uma goteira vinda da  ventilação quase o mata do coração quando cai em sua frente. Respira fundo. E  continua...

Com  os óculos especiais de calor avista a criatura. Ela é mais rápida do que  imaginava, não há tempo para atirar!

De  frente para o monitor assistindo apreensivo ao filme, penso como o herói irá se  safar dessa e no mesmo momento percebo algo com o canto do olho se movendo  entre a estante e a porta. Ainda assustado pelo filme, mas calmo e movido pela  curiosidade viro lentamente a cabeça para ver o que se move ali e percebo que o  vulto tem a mesma reação!

Incrédulos,  eu e o vulto, ficamos nos observando por aproximadamente 3 segundos que  pareciam parar o tempo, pensando: "Que diabos?!"

Rapidamente  quando termina o estranhamento o ratinho que me observava da porta e eu caímos em  si do perigo para ambos e num movimento quase "the fláshico" ele volta correndo  para baixo da estante, enquanto eu... Bem eu faço o que qualquer homem de 20  poucos anos faria. "MÃEEEE!"

Ora,  não me leve a mal, mato quantas baratas e insetos forem necessários, removo  quantos lagartixas forem precisas, lido com quantas lacraias estiverem  incomodando, mas UM RATO?! Ele te observa com os olhinhos cheios de expressão,  tem reações inteligentes, aparenta saber coisas que você não sabe, ELE ESPIRRA!  Definitivamente não iria subir em uma cadeira e gritar, mas com certeza não  colocaria minhas mãos nele para colocá-lo para fora e muito menos cometeria o  assassinato de meu parente mamífero.

A  cena a seguir seria hilária se não fosse trágica, com a ajuda da minha mãe  armada de uma vassoura, já não sabendo mais se eu era o caçador ou se havia me  tornado a caça, juntos fechamos todas as entradas da casa e abrimos caminho  para a saída, fizemos o rato correr de baixo da estante que como um raio tentou  fugir para o banheiro, mas sem perceber que a porta estava fechada, assustado,  bateu com a cabeça nela, ainda zonzo, se dirigiu a sala, que tinha caminho  livre, pois não havia porta barrando o caminho, mas se deparou comigo assustado, tentando  assustá-lo, o que surpreendentemente deu certo.

Em um  desfecho incrível, minha mãe da uma vassourada no pequeno invasor que,  provavelmente, o fez ter a viagem mais rápida de sua vida. Da copa para o lado  de fora da casa em menos de 1 segundo.

Nessa  altura do campeonato, a criatura correu para baixo da escada do quintal, onde  ficam as ferramentas, envolto na noite escura, com a promessa de que  retornaria.

Hugh Harman e Rudolf Ising, os padrinhos da animação

Hugh Harman e Rudolf Ising

Você já deve ter ouvido por aí que o dinheiro move o mundo, bom esses dois caras são a prova viva disso. Hugh Harman e Rudolf Ising são nada mais nada menos do que os responsáveis pela criação dos maiores estúdios de animação que já existiram. São eles que criaram o estilo de animação e alguns dos personagem que tornaram possível a existência do Mickey, Tom e Jerry, Pica pau, Looney Tunes, e por aí vai.

Mas se eles não criaram esses personagens, como exatamente são os responsáveis? Acontece que eles formaram os times responsáveis e desenvolveram juntos, técnicas e personagens que fizeram possível o início de estúdios de animação como Walt Disney pictures, Warner Bros Pictures e Metro Goldwyn Mayer (MGM), ajudaram particurlarmente em coisas como aquele estilo do pica-pau loucão, do topete pra cima, na criação do conceito do próprio Mickey. O caso é que o estilo deles era único e reconhecível por qualquer um que fosse fã de desenhos animados. Em outras palavras, eles foram os caras que fizeram você se apaixonar por desenhos animados quando criança.

Você já deve ter escutado alguém dizer coisas como “eu gostava dos primeiros desenhos do Tom e Jerry, os mais novos são bons, mas os antigos são melhores”. Isso porque Harman e Ising tinham um  estilo de animação e desenho todo único, davam personalidade aos desenhos. Mas se eles eram tão bons porque não existem personagens criados 100% por eles? Como eu disse, o dinheiro move o mundo, simplesmente por falta de recursos. Os donos de estúdios eram os donos da bola, quem tinha o dinheiro que fazia o mundinho da animação girar. Harman e Ising tiveram inclusive os direitos de um de seus personagem tirados deles por causas contratuais. Tentaram inclusive criar seu próprio estúdio de animação, mas sem sucesso.

Mas nem tudo são lágrimas, quer ver que você conhece o trabalho deles? Lembra de uns desenhos muito bacanas que passava na Rede Globo, BEM cedo, quase de madrugada, intitulados “Biblioteca de Desenhos Animados”? Pois é, muitos desses desenhos foram feitos por essa dupla enquanto trabalharam para a MGM. No Brasil conhecemos como “Biblioteca de Desenhos Animados”, mas essa série se chamava “Happy Harmonies” a Hugh Harman and Rudolf Ising Cartoon.

Se você quiser matar saudade de alguns desenhos da “Biblioteca de Desenhos Animados” aqui vai alguns deles:

The First Swallow

The Chinese Nightingale

Good Little Monkeys

To Spring

Por causa dessa dupla os primeiros grandes estúdios de animação existiram e abriram caminho para outros mais atuais.

Reencontro

– Mário!!
– Lucinha! Não acredito. É você mesma?
– Claro que sou, como você está?
– Estou ótimo, nossa, faz o que? 5 anos? 6?
– 7 anos, mas quem está contando?
– Você está linda, o que tem feito?
– Ah, você sabe, cuidando de mim.
– Fiquei sabendo que casou com… quem mesmo foi? O Pedro?
– Isso, mas terminou, separamos ano passado.
– Ah que pena.
– Não, não sinta. Durou 1 ano, mas não era pra dar certo.
– Ah vá, eu lembro que quando namorávamos você vivia dizendo que achava ele bonito.
– Verdade, mas com o tempo a gente conhece melhor, não é? Eu e o Pedro não tínhamos química. Pensando bem, não tínhamos
química, história, geografia, matemática…
Mário sorri – pelo menos eu e você temos história né Lucinha?
– Isso é verdade! Como aprontamos! Lembra daquela vez?
– Que fugimos da sua mãe!
– Pelos fundos da festa do Robertão! Hahahaha.
– Hahaha.
– Bons tempo né Má?
– Bons tempos.
Um silencio agradável toma conta, com ambos ainda sorrindo.
– A gente sempre se deu bem, porque terminamos mesmo? – questionou Mário.
– Não sei Má, a vida creio eu. Você trabalhava muito e eu estava estudando.
– Mas sempre tinha tempo pra minha jabuticaba.
– Ai meu Deus, você ainda lembra desse apelido?! Quanto tempo ainda vai levar pra você esquecer ele? hahaha. Por favor né?
– Impossível esquecer Jabuticaba, você sempre foi difícil de esquecer. Ainda não entendo como te deixei escapar.
Ela o olha com carinho e com saudade.
– Má, você não quer tomar uma cerveja comigo agora?
– Eu iria adorar, porque não vamos no bar aqui perto?
– O do Baiano?
– Isso. Matar os velhos tempos.
– Vou adorar.
Os dois caminhavam em direção ao bar.
– Hoje está passando o jogo do Vascão.
– Esse seu timinho não tem nada de “ão”, haha.
– Vencedor invicto desse ano pro seu governo.
– Mas não bateu meu Flamengo.
– Ah por favor estamos falando de time de verdade aqui né?!
– Não entendo como te aguento, sinceramente…

A Carta

Caro Almir do telefone igual ao meu, porém com DDD 28, acredito que sua oficina esteja indo de vento em popa, uma vez que recebo ligações de clientes seus até no sábado 6 da manhã pedindo guincho, inclusive recentemente você contratou um eletricista para a oficina! Sei disso pois os clientes agora também começaram a perguntar por ele.

O negócio é o seguinte, visto que seus negócios estão indo bem, eu quero o pequeno incentivo de 10 mil para não contar a sua ex-esposa, que vive me mandando torpedo cobrando a pensão da sua filha, que na verdade você tem grana e finge não ter. Afinal o que são 10 mil contra um processo por não pagamento de pensão não é verdade?

Sinceramente, um amigo.

Obs.: Rafael ligou procurando o eletricista, disse que é urgente. Grande abraço!

Diário de um bagunceiro

1º dia:

Ao ver o estado em que se encontrava minha mesa de trabalho e não somente ela, todo o estado de caos que estava meu quarto decidi não mais ser  bagunceiro. Uma decisão simples. Direta. O primeiro passo será arrumar toda essa bagunça. Criar uma organização que faça sentido para mim.

2º dia:

Levei um dia inteiro para arrumar tudo. Ontem a dedicação para "desbagunçar" foi tanta que a organização se estendeu naturalmente ao guarda-roupa. Agora todas as roupas estão nos devidos lugares, a mesa impecavelmente organizada, o quarto um brinco.

3º dia:

Os primeiros sinais de que a bagunça quer voltar a vida começaram a aparecer. Pequenas coisas "surgem" fora do seu lugar. É possível se notar em cima da mesa um ou outro papel que não deveria estar ali e um par de moedas. A bagunça não se dará por vencida tão fácil. Vou organizar esses detalhes e traçar um plano para que isso não se repita.

4º dia:

Minha experiência de ontem me fez pensar, notei que para evitar que a bagunça ressurja devo enfrentar sua aliada, a preguiça. Toda vez que me entrego a essa indolência a bagunça avança. Devo ficar atento a preguiça, ela é perigosa.

5º dia:

Tenho dúvidas se não dar espaço a bagunça é tão simples como imaginei, combater a preguiça tem sido desgastante. Evitar chegar da rua e jogar tudo em cima da mesa para deitar não tem sido fácil. As coisas demandam muito esforço para irem para seus devidos lugares.

6º dia:

Enfrentar a desordem tem se transformado uma guerra, por mais que me esforce as coisas tem saído de controle. Coisas não param de pipocar fora do lugar, a mesa se tornou um campo de batalha, onde o tempo todo a preguiça me apunhala pelas costas. Gasto tanto tempo na mesa que pares de meias e bolsas tem invadido o chão enquanto me mantenho ocupado com ela.

7º dia:

Começo a perceber que me meti em um jogo muito perigoso. A bagunça sempre soube de sua superioridade, esteve esse tempo todo brincando comigo, num jogo doentio. Desde o princípio ela tem usado minha sanidade como diversão.

8º dia:

A bagunça não mais esconde sua crueldade, ela ri na minha cara me torturando com seus jogos. A guerra é muito pior do que imaginava, além da preguiça tenho descoberto que a bagunça tem outros aliados. O tempo joga a seu favor, conforme esse agente duplo abandona meu lado da guerra e fico sem ele, mais difícil fica de controlar as coisas, não estou certo se conseguirei sair dessa, me entregar não é mais uma opção, tracei um caminho sem volta.

9º dia:

A desordem cresce em várias frentes. Não tenho como enfrentar isso. A cama se encontra em estado de calamidade, estive tão dedicado a enfrentar cara a cara a bagunça que não percebi que as coisa em volta ruíam. Roupas, a cama desarrumada, arquivos no computador espalhados, a mesa que foi meu refúgio de controle já não me pertence mais. Itens corriqueiros como um pendrive e papéis e outros inexplicáveis como copos, sim no plural, copos, ocupam a mesa. As roupas espalhadas têm se reproduzido assexuadamente em progressão geométrica, estão em toda parte! A guerra se tornou constante e pesada, não sei se sobreviverei a esse inferno.

10º dia:

Após notar que não havia espaço para dormir, pois a bagunça instalou seu Q.G. onde um dia foi minha cama, decidi recuar. Não tenho mais forças... fugirei e viverei hoje, para quem sabe um dia voltar para enfrentá-la. Talvez com ajuda... ou quem sabe trazendo alguém que seja capaz de enfrentar o que eu não pude.

Destino São Paulo

A primeira vez que eu voei de avião não foi uma experiência muito agradável. Toda vez que eu tentava contar a alguém como foi as pessoas riam, então acabei escrevendo a respeito.

Destino São Paulo

– Que corredor estreito – Pensei. Será que é normal isso? Bom parece tranquilo, lembra um ônibus, mas com três cadeiras juntas ao invés de duas.

Sentando, peguei uma revista. Olha que legal, tem revista da própria companhia aérea. O negócio é relaxar, por que com tantos vôos todo dia justo o meu iria cair?
– ATENÇÃO, senhor Vitor identifique-se! REPITO, IDENTIFIQUE-SE!
AI MEU DEUS, QUE QUE EU FIZ? Moço eu juro, eu ia devolver a revista, só tava olhando!
Assustado igual um filho perdido do pai no Shopping levantei a mão. A aeromoça olha e se vira para um outro comissário e diz “Ele está embarcado, podemos ir”.

Ei como assim? Vocês não sabiam que eu estava aqui? Ai Jesus, tem algo errado! Me descobriram! Sabem que sou azarado.
Minha acompanhante ria lágrimas do meu pânico. Eu totalmente sem graça ri e voltei a ler a revista.

Atenção senhores passageiros aqui é o Capitão da aeronave, Joaquim, gostaria de informar que tenho permissão para decolar… Que bom Joaquim… Bom porque isso era o mínimo que eu esperava de você.

As turbinas se ligam. É tão forte assim mesmo? Aumentam mais ainda o barulho e a potência. Gente que isso? Eu quero decolar e não entrar em órbita.

Respire… Só respire… O vôo levanta. Até que é tranquilo, mas porque ele não sobe mais que isso? Um conhecido me informa que o piloto é seu irmão e que está tentando desviar das nuvens, aparentemente o “teto fechou”.

Como assim fechou? O céu não tem teto! Passa no meio das nuvens ué! Alias, passa não, vai ficar tudo escuro e ele não vai ver nada. Epa! Pera ai. Seu irmão? Ai Jesus e se ele ficar nervoso porque a família está aqui? To ferrado!

*Trunt Crarrrr* O QUE É ISSO?
– Se segure, é uma turbulência forte, ele não achou passagem vai atravessar o teto.

Tenho certeza que naquele momento meu coração parou por uns 3 segundos. As caras de pânico eram geral. As paredes do avião balançavam em sentidos opostos como se fossem rasgar.

Atravessamos o teto. Eu na janela, posição estratégicamente preparada por minha acompanhante para me assustar, pude ver uma tempestade abaixo do avião.

– Vou na cabine falar com meu irmão. – Não! Fica ai, não distrai ele. Ele foi me deixando falando sozinho.

Estranhamente depois da turbulência o avião não vôou suave como antes, foi sacolejando como um ônibus velho a viagem toda.

– Senhoras e senhores, gostaria de informar que passamos por uma turbulência, logo após nossa decolagem o aeroporto fechou devido ao tempo.

Não há palavras que descrevam minha cara nesse momento. Um misto de raiva e pânico me tomavam. Volta o irmão do piloto.

– Ele disse que hoje vivenciou na prática algo que só conhecia na teoria.

– SENHOR TIRA ESSE SENTIMENTO DE MIM! Vou tentar dormir um pouco pra relaxar. 5 minutos após meu início do cochilo:

– Senhor… Senhor… – Acordo meio assustado – Deseja algo?

Um carrinho com sucos, refrigerantes, biscoitos. Será o Benedito! nem dormir consigo.

– Tem água com açúcar?
– Senhor?
– Nada, me vê um refrigerante.

Olhei pela janela e vi o mar. Estranhamente me senti mais tranquilo. Afinal cair no mar me parecia mais atrativo que em terra firme. Eu sei, eu sei, não faz sentido, mas eu precisava me consolar com algo.

– Atenção passageiros a nossa esquerda podemos ver Ilha Grande.

NÃO! Não olha pra esquerda! Olha pra frente! Pra frente! Você vai bater!

Sacolejando ainda, o avião chegava ao aeroporto de São Paulo minutos depois. Se a decolagem foi tranquila o pouso por outro lado parecia cena de filme.

Bateu, bateu, bateu de novo, tremeu, correu, freiou e quase dando um cavalo de pau, parou.

Terra! Agora eu sei porque Papa beijou o chão quando chegou no Brasil! O velho atravessou o atlântico voando, coitado.

A paz retornou no meu coração, até que me lembrei. Ah não! Tem a volta ainda!

Arte de armas

Em se tratando de arte conceitual acho que nada é mais complicado do que pensar em tecnologia, ainda mais se ela não existe. Confira esses trabalhos de arte conceitual de armas feitos para games. Ao todo são 39 artistas responsáveis por essas belezinhas, no final do post haverá a lista deles.

Bastien Grivet

Adam Baines

Timur Mutsaev

Ville Ericsson

Ryan Osga

Greg Broadmore

Robin Chyo

Robert Simons

Jeremy Love

Alexey Pyatov

Stuart Jennett

Zachary Berger

Andreas von Cotta

Kemp Remillard

Stanislav Poltavsky

Rodolfo Damaggio

Sam Brown

Daniel Graffenberger

Brian Yam

Justin Oaksford

James Ellis

Matt Allsopp

Jos Kao

Pavel Savchuk

Seth Engstrom

Matias Hannecke

Peter Konig

Marc Samson

Bradley Wright

Jesper Andersen

Leonid Enin

Peter McKinstry

 Jim Martin

Chris J. Anderson

Colin Geller

Goran Josic

Cliff Childs

Den Yang Ho

Eliott Lilly

Fontes: Concept Art World e Design on The Rocks

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