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AS FOTOGRAFIAS E O ROMANTISMO DE MARESSA MOURA

Amor, amor, amor e amor… o amor não tem hora e nem lugar e sempre é uma boa hora para ele. A fotógrafa Maressa Moura percebeu isso bem cedo em sua carreira profissional e não só adotou essa filosofia para sua vida como a tornou o seu negócio.

Quando pensamos em grandes fotógrafos nos vem a mente complicadas composições artísticas, lugares exóticos, cotidianos de culturas diferentes, no entanto Maressa fez do amor uma arte. O simples ato de namorar, viver em família, o casamento ou a chegada de uma nova vida são retratados por essa fotógrafa capixaba como verdadeiras obras de arte que encantam e deixam os mais românticos suspirando.

Apesar da temática simples, as fotos de Maressa não tem nada de tradicionais, no caso dos casamentos, esqueça aquelas fotos de estúdio ou as noivas “bolo” sentadas na grama. Em suas fotografias podemos ver o que há mais gostoso na vida, os momentos únicos de simplicidade e alegria de estar com aquele alguém especial.

Ao invés de retratar apenas as cerimônias, as fotos dessa artista retratam o namoro, ao invés de retratos de família tradicionais, mostram a convivência. Toda essa espontaneidade recria a fotografia e a torna moderna dentro de seu estilo.

Maressa se dedica a conhecer quem irá fotografar e isso torna os resultados muito mais pessoais e interessantes. Sua maior área de atuação é com noivos e por tentar conhecer bem o casal é possível ver fotos sinceras e reais que retratam o namoro nos locais em que eles aconteciam de fato.

A qualidade de seu trabalho é impecável, e isso faz com que muitos fotografados se impressionarem com como saíram “bonitos” nas fotos.

O Urucum bateu um papo com Maressa que foi muito gentil e contou sua trajetória.

Eu conheci o seu trabalho em uma festa bem moderna e descolada, mas hoje sei que a sua maior área de atuação envolve amor, casamentos e família, isso é uma preferência sua ou é o que o mercado pede?

Trabalhar com amor e momentos felizes é uma preferência minha. Acho que as coisas fluem muito mais e é muito mais bacana fotografar um casal apaixonado que um evento corporativo, por exemplo. Mas de vez em quando ainda faço corporativos e coisas mais sérias. Cada um tem seus prós :}

Apesar de você possuir um enfoque mais comercial, suas fotos são bastante artísticas, algumas até poéticas. É difícil conciliar o que o mercado paga com o que você quer fazer? Já pensou alguma vez em fazer ou já fez um ensaio totalmente artístico como alguns nomes famosos fazem?

Acredito que com o tempo de trabalho, vamos definindo nosso público alvo, aquele que quer nosso olhar e nossa linguagem contando sobre sua história. Essas são pessoas que valorizam e que vão pagar o que for proposto. Sobre fazer ensaios artísticos.. já tive diversas ideias, mas a maioria continua no papel. Mas tenho um projeto que gosto muito e já dei o pontapé inicial, se chama ‘amor em preto e branco’.

Você já expôs suas fotos em algum lugar ou tem vontade?

Já participei de duas exposições. Uma foi no festival de Artes da Escola de Missões Urbanas Avalanche e a outra no Café com Prosa. As fotos são de Paris e o nome da exposição era C’est la vie. Com certeza quero expor muitas outras vezes!

Seu olhar é bem diferenciado, suas fotos pré-casamento representam bem o cotidiano do “namoro” de cada casal, diferente das fotos completamente “montadas” que a gente vê por aí. Você sempre teve essa visão ou algo fez você começar a focar dessa forma?

Acho que sempre procurei encontrar algo que fosse a cara do casal nas fotos. Nem que seja uma brincadeira, um costume ou um lugar que eles costumam ir. É bom que eles estejam a vontade, com as roupas escolhidas, com a locação, pra que a sessão flua com a maior naturalidade possível.

Existe alguém “infotografável”? Alguém muito feio ou com o comportamento que torna impossível uma boa foto?

Acredito que todas as pessoas tem o direito de serem fotografadas. Se a pessoa se sente bem com ela mesma, já é meio caminho andado, por mais que não seja linda. Assim como existem pessoas lindas, mas super difíceis de fotografar, pois veem vários defeitos em si e colocam isso o tempo todo pro fotógrafo. Não pode fotografar o nariz de perfil… acha que o braço tá gordo, etc, etc. Isso limita bastante o nosso trabalho. O segredo pra quem será fotografado é em primeiro lugar, gostar de si mesmo.

Uma pergunta que sempre faço aos entrevistados do blog, sabemos o quanto é difícil dar certo, principalmente financeiramente, para os artistas, designer ou qualquer pessoa que usa da arte para viver. Como é com uma fotógrafa?

Graças a Deus, desde que a fotografia me escolheu, nunca tive problemas em relação a grana. Inclusive hoje, vivo muito melhor financeiramente que antes, quando era empregada com carteira assinada. Tem gente que pergunta assustada: ‘mas você só faz isso e sobrevive?’. Não, eu sobrevivo e VIVO muito bem. Melhor do que um dia eu imaginei.

Como foi sua formação, como começou a fotografar, você fez cursos? A família te apoiou ou consideraram um hobby?

Eu estudava publicidade e propaganda e tive duas matérias de fotografia na faculdade. Me apaixonei. Comprei uma camerazinha chulé, fiz uns cursos de fotografia, comecei com formaturas, uns ensaios, aniversários..e as pessoas foram gostando, e eu amando! Daí a pouco percebi que eu ganharia muito mais e seria mais feliz se eu largasse tudo e trabalhasse só com fotografia. Meu pai quase pirou, porque ele gosta de estabilidade e ficou com medo do futuro instável numa nova profissão. Mas fiz um curso de empreendedorismo do Sebrae, o Empretec, que me encorajou muito. Um mês depois de terminar o curso, pedi demissão na empresa que eu trabalhava há quase 6 anos. E sou muito mais feliz agora. 🙂

Você pinta um mundo muito colorido e cheio de amor em seu trabalho, essa é sua visão de mundo ou as vezes é preciso forçar esse colorido apenas para se ter uma boa foto?

Assim como todo mundo, eu também tenho meus momentos ruins, mas não posso deixar isso influenciar na minha fotografia. Sou de extremos. Preciso estar SENTINDO. Se to muito feliz, ou muito triste, vai ser bom o resultado. Um dos ensaios que mais gostei de ter feito, foi minutos após de terminar com um ex namorado.

E por fim, pra quem pretende começar a fotografar, não importa em qual estilo, qual o seu conselho?

Meu conselho é: FOTOGRAFE! Comece de algum ponto. Todos os grandes fotógrafos de hoje, começaram de baixo. É necessário coragem, dedicação e capacitação. Se o trabalho for consistente, ele será percebido e valorizado. É o que busco na minha fotografia. Não quero todos os clientes do ES e do mundo pra mim. Quero os que amem a minha fotografia e os que façam questão de tê-la guardadas pra sempre.

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