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Até Quando Esperar

“…mas a gente pode continuar, eu gosto de você.”

“Preciso tirar um tempo pra mim.”

“Então nós vamos dar um tempo?”

Conversava Fabrizio por mensagens no celular, enquanto estava sentado em um banco de rua. Escolheu um local bonito e agradável para tentar salvar o seu relacionamento.

“Mas afinal, quem conversa coisas sérias como essas por mensagens ou telefonemas? As pessoas deveriam ser capazes de pelo menos conversar pessoalmente!” – pensava indignado, incomodado com a frieza dos relacionamentos de hoje em dia.

Com os olhos cheios de água, mas sem derramar nenhuma lágrima, porque afinal homem não chora, Fabrizio continuava esperando por respostas, mas que pararam de chegar e pelo visto, não chegariam mais. Nesse momento algumas lágrimas começaram a escapar.

– Droga. – limpava o rosto, tentando disfarçar o choro.

– Você está bem? – perguntava alguém, enquanto se sentava ao seu lado.

Fabrizio olha para o lado e avista uma senhora sentada.

– Não é nada importante. – respondeu.

– Mas perder alguém é algo muito importante.

Fabrizio ri sem graça.

– Me diga, a quanto tempo estavam juntos?

– Pouco tempo… mas já estavamos nos gostando muito.

– Ela deve ser muito especial então. Você conheceu a família dela?

– Bem, não…

– No meu tempo a gente conhecia a família antes de começar a namorar, hoje vocês jovens já começam pelo final, não é assim que fazem?

Totalmente sem graça de falar de sua vida sexual com uma senhorinha, ele apenas fica mudo, enquanto assiste a coroa sorrindo, até tomar coragem e dizer algo.

– Eu não acho que vou encontrar alguém como ela mais.

– Antigamente, perder alguém, era algo muito sério. Principalmente no interior. Não se achavam opções em cada esquina, sabe? Terminar um relacionamento, significava, talvez, ficar sozinho por muito tempo. Em alguns casos para a vida toda. Claro que as pessoas também aproveitavam a vida, sem compromisso, mas não era como hoje em dia.

– Eu não me importaria de esperar por ela, sabe, dona…?

– Carola meu filho, mas todos me chamam de dona Carol.

– A senhora é casada dona Carol?

– Sou sim, mas não está aqui agora.

– Falecido? – Fabrizio já preparava um “sinto muito” para soltar na sequência.

– Oh não (sorria), apenas foi embora.

– Como assim?!

– Ora, não se assuste tanto. Ele foi embora porque precisou trabalhar. Vai demorar um pouco porque a viagem é longa. É de barco sabe?

– Ah claro…

– Eu estou esperando ele voltar.

Fabrizio fica feliz ao ouvir uma história como a da senhora e inveja um pouco a situação de ter alguém que mesmo longe é mais fisicamente presente do que seus últimos 3 relacionamentos.

– Então jovem, me diga, o que decidiu fazer a respeito da menina?

– Sinceramente não sei, penso em ir atrás, tentar convencer a continuar o que começamos. Não quero desistir.

– Se ela te amar, então vale a pena. Você tem que se perguntar até quando vale a pena meu filho. – Dizia a senhora se levantando.

– Obrigado, de verdade. – Disse Fabrizio enxugando o rosto.

– Não por isso.

Ao olhar novamente em volta, o jovem coração partido não avistou mais a senhora simpática que o consolava e assim decidindo ir embora.

Se levantando, Fabrizio avista uma placa no banco onde estava sentado, que dizia: “Monumento em homenagem a Carola Amorim, esposa do general George Amorim, morto em serviço em 1945. Carola, sem saber do ocorrido, esperou pelo regresso de seu marido por 20 anos nesta praça, até seu falecimento.”

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A arte cyberpunk sombria e encantadora de Josan Gonzalez

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O futuro de Josan Gonzalez é o tipo de distopia em que você quer viver.

O ilustrador espanhol está atualmente no meio de crowdfunding com um segundo livro em sua série, “The Future is Now” (O Futuro É Agora), e é o tipo de mundo cyberpunk encardido, onde todos parecem possuir algum tipo de extensão robótica e a única saída real é a fugir em uma fone de ouvido VR retro-futurista. Mas também é leve e lúdica de uma maneira que a maioria das distopias não são. “É uma sátira”, diz ele, “então não se trata de ensinar as pessoas sobre ‘Ei, isso é errado.”

Além de seus próprios livros auto-publicados, Gonzalez também trabalhou em quadrinhos para empresas como a Boom Studios e Dark Horse, e ilustrou algumas capas de revistas, mas, ao contrário de muitos artistas, ele diz que não é necessariamente o trabalho que ele sonhou em ter quando era criança. Ele sempre quis fazer algo criativo, mas lutava contra o desenho, muitas vezes sentindo como se ele nunca iria ser bom ao ponto que se torne uma carreira. “Em torno de meus 20 anos eu realmente entrei em uma curva de aprendizado contínuo e de lá pra cá eu realmente aprendi a amar desenho e criação de ilustrações”, explica ele. “Sinto que ainda tenho uma tonelada de coisas a aprender, mas agora o caminho está lá.”

Gonzalez diz que ele começou com um estilo que era mais pictórico, e só mais recentemente adotou o ligne claire – linha clara – estilo que ele se tornou conhecido por, um estilo que foi lançado pela artista belga Hergé em Tintin. A lista de influências de Gonzalez inclui os suspeitos do costume: como define o artista Francês sci-fi Moebius e o ilustrador de quadrinhos americano Geof Darrow, bem como artistas de mangás como Hiroaki Samura e o criador de Akira, Katsuhiro Otomo. “É uma longa lista”, diz Gonzalez.

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Em fevereiro de 2016, ele lançou o primeiro volume de “The Future is Now”, uma coleção de arte toda amarrada por uma visão particular de um futuro próximo em que permeia tecnologia, e um governo alegremente opressivo está no controle dos moradores de Robo-City 16. Pelo o livro ter sido auto-publicado, Gonzalez diz que ele não foi capaz de incluir tudo o que ele queria, limitado pelo tempo e dinheiro. Ele trabalhou nisso em seu tempo livre enquanto fazia trabalho freelance durante o dia.

Mas, dada a resposta positiva ao livro – Volume Um está esgotado – ele percebeu que poderia transformá-lo em algo maior. “Depois de produzi-lo eu ainda tinha um monte de idéias e ambições a respeito do universo, como manter a definição e expandindo-o”, diz ele, “então um segundo volume era o próximo passo lógico.”

“IT’S MY DREAM PROJECT.”

Ele foi originalmente procurando levantar uma quantia relativamente modesta de € 18.000 para financiar a sequência, mas apoiadores mais do que quadruplicaram esse montante. Gonzalez pensa que as pessoas foram atraídas para o projeto em grande parte por causa do tom; a página Kickstarter é mesmo escrita como uma peça de ficção no universo, completando com Gonzalez chamando a si mesmo “Chefe do Ministério da Informação da Robo-City 16.” Mas ele também acredita que é porque sua arte consegue representar “uma espécie de continuidade a esse amor a ilustrações e quadrinhos [apoiadores] dos anos 80, toda a tradição Heavy Metal / Metal Hurlant, e todo esse tipo de sci-fi.” Mas ele faz isso sem desenvolver simplesmente uma coleção de nostalgia (embora há algumas mensagens escondidas nostálgicas).

Seja qual for o motivo, parece ser uma boa aposta que o volume dois não será o último que nós veremos de Robo-City 16. “Este livro de arte, este universo de O Futuro é Agora, é o meu projeto dos sonhos”, diz Gonzalez.

Você pode conferir mais do trabalho de Gonzalez em seu site.

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Via The Verge

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Como ler livros grátis no WhatsApp com Leitura de Bolso

Ler livros grátis pelo WhatsApp já é um recurso que pode ser somado a lista de funções do mensageiro. Isso graças ao projeto Leitura de Bolso, lançado no final de 2015, que utiliza o app e seus recursos multimídia para enviar fragmentos de obras literárias, acompanhados de vídeos e imagens.

A iniciativa surgiu depois do levantamento que revelou que, em 2014, 70% dos brasileiros declararam não ter lido nem um livro no ano. Assim, com a missão de estimular o hábito de leitura, reverter esse número e promover autores, a iniciativa envia diariamente, pelo mensageiro, textos que podem ser lidos em até 5 minutos. Veja como fazer o cadastro no Leitura de Bolso:

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Passo 1. Entre na página do Leitura de Bolso pelo browser no celular ou PC. Lá estará a apresentação da plataforma e as regras de funcionamento;

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Acesse o site do Leitura de Bolso (Foto: Reprodução/Daniel Ribeiro)

 

Passo 2. O site também oferece breves apresentações sobre o escritor convidado, com uma pequena biografia e fotos;

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Aproveite para conhecer mais sobre o autor da temporada na página do Leitura de Bolso (Foto: Reprodução/Daniel Ribeiro)

 

Passo 3. Ainda na página do Leitura de Bolso, preencha o cadastro com seu nome, número do celular (o mesmo do WhatsApp) e o e-mail. Lembre-se também de marcar a opção “Aceito os termos de uso”;

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Digite seus dados cadastrais nos três campos de registro (Foto: Reprodução/Daniel Ribeiro)

 

Passo 4. Ao final do registro, uma mensagem irá aparecer no site indicando o sucesso do cadastro;

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Em seguida, será exibida a uma notificação confirmando a inscrição (Foto: Reprodução/Daniel Ribeiro)

 

Passo 5. Além disso, um e-mail será enviado para o endereço inscrito, anunciando o registro no serviço e informando o número de contado do Leitura de Bolso no WhatsApp. Os textos começarão a chegar em seu mensageiro em até 48 horas;

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O Leitura de Bolso ainda envia uma mensagem para o e-mail cadastrado confirmando o registro (Foto: Reprodução/Daniel Ribeiro)

 

Passo 6. As chamadas “pípulas” literárias chegarão todos os dias entre 8 e 11h e terão crônicas, trechos de livros, poesias etc., acompanhados de um conteúdo multimídia bem variado;

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O Leitura de bolso envia suas mensagens diariamente, entre 8 e 11h (Foto: Reprodução/Daniel Ribeiro)

 

Via Tech Tudo

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K. S. Broetto e o livro Fassade

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Hoje trago uma dica das melhores para vocês. A escritora K. S. Broetto, também conhecida como Karolina Broetto, é uma designer, fã de quadrinhos e desenhos animados desde muito jovem, e desse hobbie surgiu a vontade de desenhar, que logo evoluiu para a vontade de contar histórias.

A necessidade de criar histórias era tamanha que logo os desenhos transformaram-se em histórias em quadrinhos influenciadas pelos universos dos animes femininos de Sailor Moon e do estúdio CLAMP.

Juntando toda essa fome com a vontade de comer, ela transformou suas antigas aventuras de RPG, que a marcaram para sempre, em um livro chamado Fassade.

Fassade nasceu de uma aventura de RPG de Castelo Falkenstein, que apresentou à autora um mundo fantástico que se mesclava ao mundo histórico da Era Vitoriana. Entre fadas, dragões, vampiros e personalidades da História, nasceram os personagens principais de Fassade e sua premissa, uma viagem de barco que uniria duas pessoas distintas. Inicialmente era um conto de apenas 7 páginas, mas com o passar dos anos a autora, K. S. Broetto, sentia-se inquieta, pois percebia que havia muito mais para se desenvolver na história.

Inspirada pelas canções melancólicas e profundas da banda alemã Lacrimosa, principalmente de seu CD Fassade (ao qual serviu de inspiração para o título do conto), e pelo universo fantástico de Castelo Falkenstein e do Mundo das Trevas de storyteller, o conto se transformou em um livro de 208 páginas.

Fassade é o primeiro livro de K. S. Broetto, mas não é a primeira história criada pela autora, esta obra faz parte de um universo que K. espera desenvolver em três séries, sendo Fassade o primeiro livro de uma duologia, seguido por Penélope que também se passará na Era Vitoriana e Labirinto ambientado em terras brasileiras e nos dias atuais.

Este livro é só o começo para a autora que anseia escrever sobre a vida dos personagens que habitam em sua mente e coração. Também é a jornada da autopublicação em um país que está longe de incentivar o surgimento de novos escritores, mas que caminha aos poucos para esta realidade vivenciada em outros países.

Com uma abordagem mais adulta do mundo da fantasia e do romance, K. pretende conquistar públicos mais maduros. Assim, em meio a segredos e mentiras, duelos e bailes, desenreda-se uma trama peculiar e intricada em Fassade.

Detalhes sobre o livro estão disponíveis através de sua página web e ele pode ser adquirido no E-book de Fassade nos sites da Amazon BR ou Amazon EUA e Saraiva. E o exemplar físico na Loja Virtual. Interessados em realizar depósito/transferência em conta bancária do Banco do Brasil devem entrar em contato pelo e-mail ksbroetto@gmail.com diretamente com a autora.

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O Livro Tibetano de Proporções

Um livro padrão do século XVIII, que consiste de 36 desenhos a tinta mostrando diretrizes iconométricas precisas para que descrever as figuras de Buda e Bodhisattva. Escrito em Neuari, com algarismos tibetanos, o livro foi aparentemente produzido no Nepal para uso no Tibete.

O conceito de “imagem ideal” do Buda surgiu durante a Idade de Ouro da regra Gupta, do 4º ao 6º século. Bem como as proporções, outros aspectos da descrição – tais como o número de dentes, cor dos olhos, a direcção dos pêlos – tornou-se muito importante. A V & A têm produzido um bom guia para a iconografia do Buda, incluindo a 32 Lakshanas ou características físicas especiais.

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Via The Public Domain Review e Update or Die

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Relatos da Primeira Depilação!

Eu de vez enquando coloco uns textos meus no blog. Alguns contos. Mas as vezes acho textos de outras pessoas tão bons, que fica impossível não postar.

Leia o relato de um moça que se depilou pela primeira vez.

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“Tenta sim. Vai ficar lindo…”

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos m…e avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

– Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
– Vai depilar o quê?
– Virilha.
– Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

– Cavada mesmo.
– Amanhã, às… Deixa eu ver…13h?
– Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de “Calígula” com “O albergue”.

Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
– Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

– Quer bem cavada?
– .é… é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
– Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
– Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp átula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

– Pode abrir as pernas.
– Assim?
– Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
– Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
– Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
– Quer que tire dos lábios?
– Não, eu quero só virilha, bigode não.
– Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
– Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
– Olha, tá ficando linda essa depilação.
– Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.
“Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra
quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
– Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
– Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
– Vamos ficar de lado agora?
– Hein?
– Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
– Segura sua bunda aqui?
– Hein?
– Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
– Tudo bem, Pê?
– Sim… sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
– Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
– Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
– Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
– Máquina de quê?!
– Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
– Dói?
– Dói nada.
– Tá, passa essa merda…
– Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo: “Baixe a calcinha”…. como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

– Prontinha. Posso passar um talco?
– Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
– Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar…namorar?!… eu estava com
sede de vingança.
Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Mas eu ainda estou na luta…
Fica a minha singela homenagem para nós mulheres!

VALERIA SEMERARO

 

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Sob Pressão

Quando se está procurando emprego vemos coisas que nos fazem pensar. Olhando os anúncios de emprego li uma exigência de uma grande empresa, exigência essa que é comum em muitas empresas que estão a procura de funcionários.

“Acostumado a trabalhar sobre pressão”

Fiquei refletindo sobre esse “sobre pressão”, que aliás o correto é “trabalhar sob pressão”. Uma condição. Talvez quem escreveu o anúncio estava sob muita pressão para pensar sobre o que estava escrevendo.

Eu entendo que em determinadas áreas o serviço é em ritmo acelerado, prazos curtos, e que é normal se trabalhar com dinamismo e responsabilidade, mas “sob pressão”? São seres humanos e não máquinas. O que esperar de uma empresa que pede isso?

O que seria trabalhar sob pressão? Um chefe te chicoteando as costas para que você trabalhe mais rápido? Ou ser culpado de todo trabalho que não for entregue na hora prevista devido ao curto prazo?

“Neto como andam aqueles relatórios para daqui a uma hora?”

“Seu Rogério, estou atualizando as contas de toda a empresa e as da sua casa conforme o senhor me pediu para hoje. Não acho que será possível entregar os relatórios daqui a 1 hora, mas até o final do dia te dou certeza que…”

“Quero tudo para daqui a 1 hora! Não me importo como você irá fazer, mas fará!”

“Mas senhor, eu…”

“Estamos entendidos Neto?”

“Sim senhor… só mais uma coisa senhor, sua esposa ligou, disse que precisa das contas organizadas para declarar o importo de renda que te pediu mês passado.”

“Ah… bom, faça isso agora, mas em seguida termine os relatórios!”

“Mas e as contas da empresa senhor? O financeiro disse que precisa delas com urgência ou poderão haver complicações. 

“Entendo. Termine as contas então… mas até o final do dia eu quero os relatórios prontos. Entendido?”

“Claro senhor, é uma ótima solução.”

Talvez os profissionais que precisem ter “trabalho sob pressão” no currículo não devessem aceitar tal exigência e simplesmente ignorar esse tipo de empresa. Afinal, nem todas elas devem pensar assim não é mesmo? Ou pensam?

“Precisa-se de garçom para pizzaria, desejamos funcionário que saiba trabalhar sob pressão.”

“Vaga para engenheiro que trabalhe sob pressão.”

“Procuramos médico de plano de saúde, que atenda na hora, não remarque consulta para daqui a meses e trabalhe sob pressão.”

O único profissional que me vem à mente agora, em que trabalhar sob pressão faça sentido é um cirurgião, afinal, ele cuida de vidas. “Cirurgião que saiba trabalhar sob pressão” ou talvez alguém que cuide da segurança nacional.

“Serviço secreto procura espião que trabalhe bem sob pressão.”

Voltando ao anúncio, após meus devaneios, vi que os requisitos do candidato continuavam.

“Ter Espírito de Servir”

Esse confesso que fiquei algum tempo tentando entender, afinal a vaga não era para um lojista, atendente ou garçom. Fiquei tentando encontrar profissões que se enquadrassem com esses dois requisitos.

“Próximo!”

“Bom dia.”

“Bom dia, nome?”

“Manuel Congo”

“Ok, Manuel é o seguinte, precisamos de escravos para o engenho de cana, com experiência.”

“Claro senhor, sou habituado com esse trabalho desde que nasci.”

“Ótimo! Você não acreditaria a quantidade de pessoas que chegam aqui que só começaram a trabalhar com 25, 26 anos… um absurdo. Então, precisamos de pessoas que trabalhem sob pressão e que tenham espírito de servir, acha que dá conta?”

“A pressão é fácil senhor, estou acostumado com trabalho pesado e terminar rápido. Servir é algo que me vem de berço.”

“Perfeito, acho que você poderá começar hoje.”

Bom, talvez falar de escravidão no século XXI seja um pouco demais.

“SOLDADO! ESTÁ MESMO DISPOSTO A SERVIR O SEU PAÍS?!”

“SIM SENHOR, SENHOR!”

“Será preciso dedicação. Aqui você trabalhará sob muita pressão! ESTÁ QUALIFICADO?”

“COM CERTEZA SENHOR!”

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Armandinho, Alexandre Beck e o compromisso com o mundo

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Um dia um amigo me disse: “Cara tem um menino no Facebook, uns quadrinhos. Nossa, é você!”, eu fiquei tentando entender o porque do sorriso, achando que ele estava tirando uma com minha cara, daí ele me explicou que se tratava de um personagem de tirinhas que estava aparecendo no Facebook vira e mexe. Não dei muita bola no começo, até que o fato se repetiu com uma amiga, daí fui procurar saber quem era o tal “menino que se parecia comigo”.

O menino dos quadrinhos era o Armandinho e de fato não posso negar que temos muito em comum. Ele chegou de mansinho no Facebook e logo de cara agradou a muita gente. É um menino de uma inocência meio destrambelhada, que gosta muito de animais e nos faz rir muito com suas “tiradas”.

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Armandinho foi criado em 2009 pelo ilustrador, agrônomo e comunicador social,  Alexandre Beck, só se tornando a tirinha que conhecemos em 2010. Ele não foi planejado e na verdade foi criado em poucas horas para ilustrar um trabalho urgente. Uma matéria de economia sobre pais e filhos (Olha aí você que vive reclamando de prazos curtos).

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Dinho, como é conhecido carinhosamente, representa muitos de nós na infância. Uma criança atentada, mas muito amável, o que torna fácil se identificar com ele.

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A tirinha tem um compromisso social grande, tratando de temas como preservação do meio ambiente, igualdade social e cresceu muito nos últimos tempos.

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O trabalho de Alexandre é bem legal e está sendo reconhecido por muitos. Um fato curioso desse reconhecimento foi a participação do Armandinho na CowParade catarinense. Uma exposição de arte pública que já percorreu diversas cidades de todo o mundo. Se tratam de esculturas de fibra de vidro em forma de vaca e que são decoradas por artistas locais.

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É impossível não notar no Armandinho as influências de personagens como o Calvin, a Mafalda e o Menino Maluquinho, tudo isso somado a sensibilidade única do Alexandre Beck torna a tirinha sensacional.

O Urucum Digital recebeu um presentão, uma entrevista com criador do Armandinho e com o próprio Armandinho! Beck foi muito legal e contou coisas interessantes.

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As pessoas sabem muito sobre o Armandinho, mas pouco sobre você. Como é o Alexandre Beck? Como é o seu trabalho hoje em dia?

Trabalho quase exclusivamente com textos/desenhos/quadrinhos há 15 anos. De 2000 a 2005 trabalhei em redação de jornal e depois comecei a produzir de casa. É algo que demanda esforço, mas que pra mim compensa.

Como você acabou virando ilustrador?

Já havia feito agronomia e terminava comunicação social quando surgiu uma vaga de ilustrador no Diário Catarinense. Levei meus desenhos e fui selecionado.

Você ganhou um prêmio ainda jovem na Bienal Internacional de Kanagawa, no Japão. Como foi isso?

Foi uma professora que enviou um desenho meu para o concurso. Eu só soube quando recebi o prêmio, uma grande medalha de prata e um diploma da prefeitura de Kanagawa. Foi algo bacana, mas não imaginava na época que desenhar pudesse se tornar minha atividade.

Você tem uma carreira de muitos trabalhos interessantes, participou do Diário Catarinense, fundou a Artes & Letras Comunicação. Essa trajetória para você foi algo orgânico ou custou dar uma forçadinha no destino? Sabemos que nada vem fácil, mas foi algo que veio naturalmente para você?

As coisas foram acontecendo, passo a passo. Eu tinha vontade de trabalhar com desenhos. Por isso, fui cursar comunicação social em 97, mesmo graduado em agronomia. O curso de comunicação não foi como eu imaginava (ainda bem), mas foi importante na minha formação e visão de mundo. Depois, já ilustrador do Diário, comecei a fazer paralelamente quadrinhos voltados à educação ambiental – uma preocupação minha – utilizando conhecimentos da agronomia. A Arte & Letras veio para formalizar meus trabalhos como jornalista-ilustrador.

O Armandinho surgiu por acaso não é verdade? Inclusive sem nome. Conta pra gente a história.

As primeiras tiras do que veio a se tornar o Armandinho fiz em 2009. Foram feitas às pressas, pra ilustrar uma matéria que seria publicada no dia seguinte no jornal. As tiras que eu fazia na época, com outros personagens, não se encaixavam na matéria – que abordava economia familiar, com pais e filhos. Usei um desenho que tinha pronto, rabisquei pernas para representar os pais e as tiras foram publicadas no dia seguinte.

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Maurício de Sousa costuma dizer que é o pai da Mônica, você se considera o “pai” do Armandinho? Como é a sua “relação” com ele?

O Maurício é de fato o pai da Mônica, que trabalha com ele, inclusive. Eu sou pai do Augusto e da Fernanda. Minha relação com o personagem é mais de cumplicidade. Mas muita gente me chama de “pai do Armandinho”, e não tem problema nenhum nisso.

O Armandinho tem muito de você? Sabemos o quanto ele quer um mundo melhor, isso vem da personalidade do Alexandre ou é um compromisso social que você quis que a tirinha assumisse?

É inevitável que tenha. Essa linha trago de outros trabalhos e setores da minha vida, incluindo a época do movimento estudantil, e está presente no Armandinho.

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O Armandinho mudou muito a sua vida? O que mudou para você quando ele começou a fazer sucesso? Foi algo inesperado para você?

À medida que o personagem foi precisando, fui direcionando mais de meu tempo a ele. Isso mudou minhas tarefas e permitiu, por exemplo, me dedicar a fazer os livros. Não esperava o reconhecimento do personagem. Nunca foi esse o objetivo, e isso não muda nada minha forma de fazer as tiras.

Você acha que o mercado brasileiro tem carência do tipo de trabalho que você executa hoje com o Armandinho? Temos grandes profissionais de quadrinhos, mas poucos tão populares como ele se tornou.

Não creio que devamos direcionar nossas ações pra atender a um “mercado” ou que “popularidade” deva ser um objetivo a ser alcançado. Há muita gente lutando pelo bem comum, apesar de todas as dificuldades. São voluntários, professores, profissionais da saúde, etc. Isso é importante e merece ser reconhecido e valorizado. Muito mais que cartunistas ou “produtores de mercadoria”, somos seres humanos e cidadãos.

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Seu estilo de traço nas tirinhas é bem característico. Ele foi desenvolvido para as tirinhas do Armandinho ou seu estilo sempre seguiu essa linha? Você tem outros trabalhos acontecendo atualmente que gostaria de contar pra gente?

O estilo dos meus quadrinhos educativos vai mais ou menos nessa linha. Mas escrevo, desenho e às vezes pinto coisas diferentes.

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Que dicas você poderia dar para os ilustradores e quadrinistas que leem o blog?

Não me sinto à vontade pra dar dicas, mas algumas coisas me são importantes. Uma ilustração/quadrinho pode afetar o comportamento alheio, e isso implica responsabilidade. A leitura e a reflexão são fundamentais, e se refletem no nosso trabalho.

Quem busca originalidade talvez deva parar de tentar agradar os outros ou seguir caminhos já percorridos. Todos somos únicos, originais. Talvez a resposta esteja dentro de nós mesmos.

 

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O papo com o Alexandre estava muito legal, até que alguém entrou na conversa. Já que ele estava por lá, resolvi fazer umas perguntas para ele também.

Armandinho, você tem noção do sucesso que está fazendo na internet? Tem gente querendo até suas camisas. O que acha disso?

Acho ruim. Tenho poucas camisas e gosto muito delas pra dar pra alguém.

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Você é tão bagunceiro quanto parece ou é só impressão minha?

É só impressão sua, do meu pai, da minha mãe e dos meus professores.

Você gosta muito de animais né? Tem até um sapo. Porque você gosta tanto deles?

O sapo não é meu. Ele anda comigo porque quer. Por que eu gosto de animais? Por que não gostaria?

Tem gente por aí dizendo que você parece com o Calvin e a Mafalda. Você conhece eles? O que acha disso?

Tenho uma tia que se chama Mafalda. Ela é bem legal, mas acho que não se parece comigo. Ela tem alguns cabelos brancos.

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Por que um garotinho como você decidiu que quer mudar o mundo?

Não decidi. Não sei fazer diferente. Eu gosto do mundo, das pessoas e dos bichos. Acho que aqui podia ser um bom lugar pra todos, não só pra alguns. Não acha?

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Essa foi uma das matérias que mais gostei de fazer e quero agradecer ao Alexandre e ao Armandinho por falarem comigo. Definitivamente esse Armandinho apronta todas e o Alexandre é um cara legal.

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