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Novo site

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Só para avisar, estou com um novo website 🙂

Aqui no blog você confere coisas que eu faço, coisas que me inspiram, ou coisas legais. Lá no site é possível ver meus trabalhos, confere lá.

 

 

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Dicas para jobs melhores

Muitos designers são muito bons no que fazem, mas ainda não o sabem, infelizmente. E talvez seja por isso que vemos tantos trabalhos medíocres e que mais parecem concebidos sob a correria de uma gráfica rápida. A forma como um designer lança à tona seus jobs diz muito sobre seu responsável. Alguns desleixos podem representar muito bem que um dado artista gráfico está meramente dominando a ferramenta (e sim, aquela história de que o profissional é mais importante que o programa é tudo verdade), como vemos exemplos de grandes profissionais da indústria gráfica desenvolvendo trabalhos fantásticos a despeito do programa utilizado.

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A grande questão que circunda esse universo maravilhoso do Design, no que se refere à qualidade do trabalho prestado, é a problemática do zelo pelo que se está desenvolvendo. É comum, por exemplo, vermos a utilização de uma série de elementos em um cartaz, sendo que esta peça gráfica poderia passar uma ideia muito melhor e mais organizada se carregasse em si menos artifícios visuais. Porque às vezes (quase sempre), “less is more”. Ou “menos é mais”, conforme citou sabiamente o arquiteto alemão Ludwig Mies van der Rohe.  É comum encontrarmos designers se queixando de não ter tido o job valorizado à altura. Mas quando olhamos a qualidade de seu design, nos perguntamos: “que altura?”. É bom deixar claro aqui que, estilo, tendência, segmento, ramificação não são a mesma coisa que design em déficit. Daqueles que o garoto (quem lê entenda a referência com um parente filho do irmão) não sabe ao menos qual família tipográfica usar em um anúncio de tom formal, por exemplo. E alguns saem na astúcia desastrosa de usar alguma fonte semelhante à Comic Sans nessa situação.

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Em suma, muitos dos desafios e entraves que ainda encontramos em nosso “universo designiano”, infelizmente parte de nós mesmos. E dito isto, não precisamos defender a ideia da formação acadêmica, estritamente. É bom pensar que muito do que sabe na vida vem com esforço e dedicação. Não seria muito diferente nesse âmbito. Transpiração ainda tem sido mais necessário que a inspiração quando o assunto é criatividade. E isso pode, é claro, gerar mais respeito e melhor precificação de nosso trabalho.

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Observar tempo para boas leituras; um bom café – sem exageros, é bom fixar; dedicar atenção a bons filmes, com roteiros e produção de boa qualidade; aproveitar oportunidades de aprender mais com os mais experientes; “stalkear” um outro designer já com trabalhos relevantes no ramo; ouvir músicas que tratem de temas relacionados à área (esquecer um pouco o Wesley Safadão e a Anitta – brincadeira, se você curte, fica de boa); ler a respeito do que mais te interessa na área; assistir documentários ou mesmo pequenos vídeos sobre criatividade; buscar entender um pouco mais sobre linguagem corporal e dicção (pode ajudar muito na apresentação dos jobs); dedicar-se com primazia ao job que se está trabalhando, buscando sempre a melhor forma de o concluir, de lapidar as arestas do mesmos, de vê-lo ganhando forma de uma perspectiva diferenciada; buscar boas referências relacionadas ao projeto em desenvolvimento e saber o que vai agregar valor e o que pode ficar de fora, ou ser lembrado suavemente na peça, enfim. As formas de aprimorar o seu design são inúmeras e aqui não está sequer um grão de tudo o que sabe a respeito. A questão é simples: Quando se quer valorização pelo trabalho desenvolvido, procura-se desenvolver um bom trabalho.

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Ainda sobre a qualidade dos jobs, é bom lembrar também que a apresentação é um fator muito importante à aprovação destes. Uma apresentação bem elaborada pode levar à ausência de alterações e outras chatices inesperadas. Portanto, pesquisar como elaborar uma boa porta de entrada para seu design pode ser muito útil.

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Muito se tem a discorrer a respeito desse assunto. No entanto, essas breves considerações nos dão um norte com relação ao aprimoramento daquilo que nós, artistas e profissionais gráficos, mais amamos  e mais espalhamos na vida: nosso design.

 

Via Design Culture

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Comece a criar storyboards mais dinâmicos com estas dicas da Dreamworks

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Mais um texto traduzido para ajudar os colegas quadrinistas brasileiros. Este foi escrito por Caleb Ward no site The Beat baseado nas anotações de Ben Caldwell.

Storyboards são uma ferramenta extremamente útil para ter no processo de pré-produção. Simplificando, storyboards são desenhos em quadrinhos semelhantes utilizados para mostrar layouts de cena e composição. Filmes com muitos recursos orçamentários têm artistas especificamente contratados para fazer storyboards, mas a maioria dos cineastas independentes têm que fazer o trabalho eles mesmos.

Se suas habilidades de desenho são qualquer coisa como as minhas, seus storyboards provavelmente parecem feitos por uma criança do jardim de infância. Mas o que se pudéssemos fazer storyboards tão bons quanto os profissionais?

As dicas a seguir foram criadas pela Dreamworks como um guia de estilo para os seus artistas de storyboard. Embora essas dicas sejam destinadas para uso em animação, os conceitos ainda se aplicam a filmes live-action.

1. Evitar cenas planas a não ser quando necessário.

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Se você não estiver familiarizado, cena plana é uma imagem que é nula de perspectiva 3D. A imagem plana não é muito envolvente e, assim, contribui para um storyboard desinteressante. No entanto, se você está querendo obter uma tomada como a visão de Deus de Wes Anderson, a cena plana pode ser o jeito certo.

Um exemplo de Cena Plana de Wes Anderson

Um exemplo de Cena Plana de Wes Anderson

 

2. Estabelecer grades para ajudar a “aterrar” seus personagens e composições.

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Aterrar grades ajuda a desenvolver um senso de espaço e posição de câmera. Sem grades pode ser difícil de demonstrar como os personagens estão posicionados na cena.

 

3. Usar o primeiro plano, médio plano, plano de fundo & plano de fundo distante para mostrar profundidade.

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Tenha em mente que elementos podem levar até o primeiro plano e o fundo de uma cena (paredes, árvores, etc). Assim como uma cena bem composta, um storyboard precisa ter elementos em diferentes distâncias, a fim de mostrar profundidade.

 

4. Ao lidar com vários personagens, tentar agrupá-los logicamente para ajudar a fazer os cortes irem e voltarem com mais facilidade.

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Pode ser bastante difícil para filmar mais de duas pessoas conversando entre si ao mesmo tempo. A Dreamworks recomenda agrupar as pessoas para facilitar a escolha de cortes.

 

5. Ser cauteloso com composições em que tudo é paralelo ao quadro.

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Tendo objetos paralelo ao quadro faz uma cena muito desinteressante. Tente compensar o fundo para adicionar profundidade.

 

6. Tomar cuidado com como você enquadra os personagens… Não esprema-os só para caberem na cena.

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Esta é dos princípios simples de desenho. Assim como com a cena de um vídeo, o espaço vazio é tão importante quanto o espaço que é preenchido. Não sinta a necessidade de preencher e amontoar cada parte do quadro.

 

7. Cenas sobre o ombro & cenas de reação ajudam a mostrar diálogos.

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Cenas “sujas” ajudam a dar à cena uma sensação de intimidade ou mesmo hostilidade, fazendo o diálogo parecer mais importante.

9. Explorar as diferentes alturas dos personagens se você precisar estabelecer ou restabelecer sua cena.

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Como qualquer curso iniciante irá dizer-lhe, ângulos de câmera dizem ao público muito sobre como eles deveriam se sentir sobre um personagem. Alto ângulos implicam fraqueza e medo, ângulos baixos implicam poder e dominação. Cortando em diferentes alturas de personagens podem lembrar o público como se sentem sobre determinados personagens.

10. Motivar seus cortes.

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Assim como na edição, seus storyboards precisa mostrar a motivação para cortes. Isso pode ser efeitos sonoros escritos, cabeças girando, movimentos, etc.

Todas essas imagens foram compartilhadas pela primeira vez por Ben Caldwell em seu blog. Você pode baixar impressões de página inteira dos storyboards em seu post de história/anotações de design.

 

Via Café com HQ

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Reduza – Controle sua conta de telefone

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Você é daqueles que não tem a menor paciência de analisar suas contas de telefone para saber porque gasta tanto? E se alguém fizesse isso por você? Existe um app que foi lançado a pouco tempo, e que eu ajudei a desenvolver, que faz exatamente isso.

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Reduza é um aplicativo capaz de controlar seus gastos com telefonia celular apenas analisando seu consumo.

Com o aplicativo você consegue extrair do seu dia a dia informações importantes como: Para quais operadoras ligou em determinado período, quantos minutos foram feitos para cada operadora e se a operadora está te cobrando o valor correto na sua conta.

Para obter esses resultados basta instalar o aplicativo e deixar a mágica acontecer, o aplicativo vai capturando dados sobre o seu consumo, no final te fornece informações valiosas para uma readequação de plano e para gastar menos com a operadora.

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Só até aqui o que ele faz já é bem legal, mas o aplicativo ainda tem uma agenda telefônica própria, que diferente da agenda do seu celular, diz qual é a operadora de cada número de telefone dos seus contatos.

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Caso você não queira ter o trabalho de procurar entre seus contatos um número para saber qual a operadora dele ou caso seja um telefone que você não tem registrado na agenda, você pode simplesmente inserir no aplicativo que ele te diz qual é a operadora daquele número.

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Para usar o app é bem simples, após instalá-lo basta inserir o seu número de telefone e esperar a validação. Algo semelhante que acontece com o Whatsapp.

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Uma boa dica pra dar aquela controlada nos seus gastos não acha?

Reduza está disponível para Android e pode ser baixado na Google Play. A Mitis Tecnologia, emrpesa responsável pelo Reduza, já soltou a informação de que em breve haverá uma versão para iPhone também.

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Dicas de quem entende para quem trabalha com arte

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Ao longo do tempo gente bacana passou aqui no Urucum Digital e deixou suas dicas de como se dar bem em seu ramo de atuação. Foram juntadas todas as dicas neste post, quem sabe não é o empurrãozinho que está faltando para você que está começando ou para quem está precisando daquele incentivo.

A primeira coisa para mim é assumir o erro como parte do processo. Então jogue sua querida borracha fora e pratique o desapego. Depois é desenho, desenho, desenho e mais desenho. Desenhe até a mão cair, depois custure a mão e continue a desenhar. Quando ela cair de novo, repita o processo. E continue eternamente, é o que eu estou tentando fazer.

Gustavo Rodrigues, Ilustrador e Designer.

 

Meu conselho é: FOTOGRAFE! Comece de algum ponto. Todos os grandes fotógrafos de hoje, começaram de baixo. É necessário coragem, dedicação e capacitação. Se o trabalho for consistente, ele será percebido e valorizado. É o que busco na minha fotografia. Não quero todos os clientes do ES e do mundo pra mim. Quero os que amem a minha fotografia e os que façam questão de tê-la guardadas pra sempre.

Maressa Moura – Fotógrafa

 

Então, o que eu aconselho em primeiro lugar, é para todos apaixonados por arte, precisa praticar muito para alcançar um manejo especial da técnica.

Em seguida, deve-se levar valores que podem encontrar os sentimentos das pessoas, é por isso que como seres humanos todos nós devemos estar abertos e interligados.

Então como em qualquer negócio, um lado de sua alma de artista tem que considerar a melhor opção para venda. Não hesite em gastar algum tempo com isso também!

Henri Lamy – Pintor

 

Minha dica principal: Vá em busca de você mesmo. Pode ser que você encontre um mestre, pode ser que não. Pode ser que você tenha uma escola, pode ser que não. Pode ser que um monte de coisas que você acha que vai fazer na sua vida, na realidade nunca aconteçam. Mas nunca desista de você mesmo e do que te faz feliz, por que uma hora você tem que aceitar, o mundo não é um lugar fácil, e você não pode parar de lutar.

Se precisar toma seu tempo e respira, Mas sabendo que vai levantar e vai lutar de novo. No seu coração tem todas as respostas que você precisa. E a sua arte vai ser do tamanho do seu amor.  E só você buscar e seguir você mesmo.

Aprender a fazer sua arte e aprender a fazer dinheiro, são coisas diferentes. Com internet vocês tem tudo que precisam. Existem escolas muito boas online. Tipo CDA e Schoolism e Melies. Se você não tem dinheiro existe de graça também. Se você não tem tempo acorda mais cedo, dorme mais tarde. Evita drogas e exageros. Ou qualquer coisa que te roube de você mesmo.

Algumas pessoas vão falar que estudar o renascimento é o melhor, outras que a Indústria diz o que você faz. Faça os dois. Se ta em dúvida se estuda 3D ou ilustração, faz os dois, no caminho você se encontra.

E o segredo maior, não tem segredo. Existe luta. Eu queria falar que não desista que um dia você alcança, mas pensa bem alcançar o quê? Quando você chegar lá você vai parar? Talvez você já esteja muito mais longe do que imagina.

Reinaldo Rocha – Ilustrador

 

(…) naquela época eu não estava preocupada em trabalhar e ganhar dinheiro, eu estava preocupada em fazer alguma coisa que eu realmente gostasse. Eu acho que isso é uma coisa que todo estudante deveria ter em primeiro lugar. Você fazer uma coisa que você realmente gosta. Isso, se você conseguir fazer isso, o dinheiro vai ser consequência. Você vai chegar uma hora que você vai fazer o negócio tão bem, que pode até ser uma coisa que tem em qualquer esquina entendeu? Mas você vai se sobressair porque é uma coisa que você gosta e faz com amor entendeu? E as pessoas percebem isso.

Carol Poubel – Designer de Jóias

 

Dicas.. sim! praticar e continuar praticando sempre. É necessário ter uma linha, um caminho pois sem nosso “norte” seremos apenas mais um em meio a milhares. Acredito que deve-se ter disciplina. Não siga apenas seus artistas favoritos, mas veja quem seus artistas favoritos seguem. É preciso entender a raiz de um traço, estilo e linha de pensamento para assim obter uma identidade segura. Acredite em você mesmo e procure sempre críticas e peça opiniões, pois é preciso saber se sua mensagem tem o efeito que você deseja.

Alexandre Neves – Ilustrador

 

É bom.. Claro, pelo dinheiro.. Mas principalmente por ser o que eu gosto de fazer.

Cami Almeida – Cake Designer, Designer Gráfica e Designer de Moda

 

Atenda muito bem seus clientes, seja tipo amigo deles. Dê total atenção à ele, queira sempre surpreende-lo também. Seja sempre honesto e claro a respeito do seu trabalho, Isso acho que é o que faz MUITO a diferença. Tenha amor por aquilo que faz e cuidado também com os detalhes, e quando errar admita. Só isso mesmo =)

Gabriela Queiroz – Artista Toy-Art, Craft e Design

 

Atualmente algumas “inspirações” chegam a mim via internet. Tem muita gente talentosa fazendo trabalhos incríveis que nunca teria visto se não fosse por isso. Para citar alguns: Sergey Kolesov, Bengal, Claire Wendling e Kim Jung Gi. Mas no momento, inspiração mesmo vem dos meus colegas de estúdio, Fujita e Calil. Nunca produzi e pintei tanto como agora e boa parte disto é culpa deles.

Greg Tocchini – Ilustrador

 

Não me sinto à vontade pra dar dicas, mas algumas coisas me são importantes. Uma ilustração/quadrinho pode afetar o comportamento alheio, e isso implica responsabilidade. A leitura e a reflexão são fundamentais, e se refletem no nosso trabalho.

Quem busca originalidade talvez deva parar de tentar agradar os outros ou seguir caminhos já percorridos. Todos somos únicos, originais. Talvez a resposta esteja dentro de nós mesmos.

Alexandre Beck – Ilustrador, Agrônomo e Comunicador Social

 

Você tem que se perder em seu trabalho, criar para si mesmo, torná-lo bonito e aproveitar o poder que sua mídia tem.

Bill Watterson – Cartunista

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Fórum Permanente de Educação Inclusiva

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Aconteceu nos dias 23, 24 e 25 na Universidade Federal do Espírito Santo o Fórum Permanente de Educação Inclusiva. O material utilizado foi produzido por mim e fiquei muito feliz com o resultado, aparentemente o fórum e o material foram um sucesso.

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O material você pode conferir aqui.
Site do Fórum
Facebook do Fórum

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Reinaldo Rocha e A Caverna do Dragão

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“Muita coisa na vida agente é por que escolhe ser. Muita coisa agente nasce sendo. E é fácil confundir uma coisa com outra. Eu sei que nasci mineiro e que meu nome é Reinaldo Rocha.”

Assim começa o papo com o artista e professor de ilustração e pintura, Reinaldo Rocha. Ele ficou conhecido por ter ilustrado o quadrinho do final de Caverna do Dragão!

Dungeons & Dragons (Caverna do Dragão, no Brasil) é a lendária série de animação coproduzida pela Marvel ProductionsTSR e Toei Animation, baseada no jogo de RPG homônimo. A série possui 27 episódios divididos em três temporadas, transmitidas originalmente entre os anos de 1983 e 1986 pela rede de televisão estadunidense CBS.

A animação conta a história de 6 jovens que estão presos em um mundo estranho, mágico e cheio de perigos, que tentam voltar para casa, mas nunca conseguem. O desenho se tornou uma lenda por nunca ter um final. Bom em termos, pois o roteiro do final existe e se chama Réquiem (e você pode lê-lo aqui).

Apesar de muito sucesso no Brasil, nos Estados Unidos a série foi cancelada por baixa audiência.

Por que o desenho foi cancelado? Eu era muito jovem para me lembrar, mas eu ouvi que foi por causa de toda a controvérsia religiosa em relação ao jogo.

Não, nenhuma controvérsia afetou o desenho. O cancelamento foi, pura e simplesmente, devido à baixa audiência. Ela estava em declínio ao longo da terceira temporada, e a CBS sentia que eles cairiam ainda mais.

Disse Mark Evanier, que desenvolveu as idéias para o desenho e escreveu o episódio-piloto, A Noite Sem Amanhã, em uma entrevista encontrada no antigo site do escritor e quadrinista Mushi-San. Inclusive, o próprio Mushi-San iniciou um projeto de desenhar o roteiro de Réquiem, porém nunca terminou, deixando a tarefa mais tarde para Reinaldo Rocha.

Veja o trabalho de Mushi-San.

Reinaldo tem um estilo misto, resultado de vários estudos de técnicas diferentes. Como professor ele acha importante conhecer para ensinar, já como artista, sua própria curiosidade sobre técnicas o levaram a esse caminhos.

Ser artista deu muito trabalho, mais sempre foi o que eu sou. Eu sempre desenhei, nunca parei e acho que as pessoas podem ver o quanto eu amo isso e posso levar isso pra elas. O que aconteceu com o Caverna do Dragão que me levou até essa entrevista.

Eu já fiz muita coisa, já trabalhei muito e tem coisa demais pra contar. E falhei tantas vezes que nem sei falar também. Muito sucesso e muito fracasso, sou uma pessoa que não corre da luta.

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Confira o papo que o Urucum Digital levou com esse dedicado artista.

Fale um pouquinho da sua trajetória como ilustrador, vem de muito tempo? Você sempre trabalhou com isso?

Sempre desenhei e fazia o que podia pra estudar. Com 13 fiz instituto universal de desenho que minha tia me deu de natal. Eu copiava os desenhos dos quadrinhos que comprava. Era meu jeito de estudar por que não tinha acesso a muita informação. Eu saí da casa dos meus pais com 19 pra estudar em BH, nasci em viçosa, interior de minas. E desde desse dia ate hoje com 29 anos. Nunca parei de trabalhar e de estudar. Já trabalhei pro governo, Casa dos quadrinhos, fazendo animações, brinquedos e produtos pra produção na China, já tive empresa, já trabalhei em empresa de publicidade. Durante muito tempo trabalhar foi minha escola. Por que aprendia com as pessoas de onde trabalhava. Já fui professor, coisa que tenho muita saudade. Trabalhei com jogos, filmes e quadrinhos. Mais sempre fazendo freelances. Até que fiquei 3 anos apenas com freelances. Que é o que faço atualmente, porque gosto muito de viajar e isso me da liberdade. Apesar de estar cansado de freelas e querendo um emprego.

Você é professor de desenho, o que mais gosta de fazer, desenhar ou ensinar? Ou um complementa o outro?

Minha vida toda eu sofri muito por que eu queria muito aprender e ninguém podia me ensinar. Eu morava em uma cidade pequena e meu sonho era ir pra uma cidade grande pra estudar. E na minha época não tinha internet como tem hoje. Quando eu tinha 15 anos na minha casa tinha internet discada. Eu comprava CD na banca pra saber o que tava rolando. Rs

E eu decidi virar professor porque eu quero ajudar pessoas igual a mim que querem aprender, querem perguntar pra alguém e não tem ninguém.

E por falta de material eu li os mesmos livros milhares de vezes, e aprendi as mesmas coisas de jeitos diferentes em diferentes livros porque na procura mesmo sendo a mesma coisa, talvez eu aprendesse alguma coisa nova que fizesse diferença.

E eu aprendi varias métodos de fazer a mesma coisa. E pra fazer melhor eu estudei todas as matérias que envolvem desenho. Por exemplo psicologia, linguagem corporal, fotografia e tudo que eu achasse que podia ajudar.

E acho que isso me transformou em professor por que eu não quero que seja difícil pra outras pessoas como foi pra mim.

Você estuda bastante a respeito de arte, inclusive tem experiência fora do país no assunto. O brasileiro está apto a se desenvolver como artista no exterior ou ainda existem restrições a respeito de arte para quem é daqui?

Eu te juro Vitor o mundo sempre vai estar de braços abertos pra pessoas de talento. O negocio é o dinheiro. Se você quiser estudar em escolas do exterior eles vão te receber muito bem, é só você pagar. Não é tão caro. Eu acho mais barato que estudar aqui. E as escolas de lá são melhores sim.

Mais a respeito de emprego não interessa se você é brasileiro ou qualquer coisa. Interessa se você é cidadão. Em alguns países eles pagam caro pra contratar pessoas de outros países.

Depende do modelo econômico do país. Mais como sempre o negocio é dinheiro. Se você der mais lucro que prejuízo. (Parece Lógico, mais é na verdade uma aposta do seu patrão).

Meu conselho de verdade. A gente vive em mundo globalizado. E você tem internet no seu quarto, acho que tem que parar com essa ideia de vou lá ver o que que rola. Isso é infantil e sonhador.

Você pode trabalhar pra mais de um país pela internet, fazer dinheiro e ir lá passeando.

Seu trabalho e estilo busca um pouco de tudo. Você aparenta ser um cara que gosta de experimentar. Essa é uma característica que sempre foi sua, ou ensinar requer que você conheça e experimente coisas novas sempre?

Eu gosto de experimentar no desenho por que sou assim na vida. Quando era pequeno o primeiro quadrinho que li e pirei foi um Homem-Aranha versus Venom desenhado por Todd McFarlane. Ele falou pra tentar desenhar tudo e não ficar desenhando a mesma coisa. Eu segui o que ele falava por um tempo. Fiz Design Gráfico porque ele fez também. E eu vi um vídeo que fala pra usar filtro solar que falava pra todo dia a gente fazer alguma coisa que assusta a gente. Eu acredito nisso porque acho que a gente tem a capacidade de fazer, mais muitas vezes não faz por medo e por bloqueio. Então vamos botar esse medo pra fora e tentar tudo.

Amyr Klink fala que medo vira respeito e respeito vira confiança. E acho que isso ajuda a ser professor porque ao mesmo tempo em que eu entendo que o aluno tem que transformar esse bloqueio em conhecimento eu posso falar, Rapaz confia em mim que eu sei o que eu tô falando.

E se eu não souber eu experimento. É assim que o aluno ensina o professor também.

Atualmente você trabalha como? O que tem feito?

Estou preparando um jogo com a empresa Eletronic Motion pra GDC da Alemanha. Atualmente é meu projeto mais importante. Mas eu trabalho como freelance. Tenho feito um quadrinho das Tartarugas ninja pro lançamento do filme.

Eu trabalho no meu quarto com um notebook e um monitor em cima de uma caixa de sapato. Larguei a Cintiq e uso a Intuos porque eu consigo relaxar mais enquanto trabalho com a postura melhor rs. Eu mando e-mail pros lugares que quero trabalhar. E escuto Nerdcast e 8tracks. Mais acho não foi essa a pergunta né haha.

Você é o cara que ilustrou o final de Caverna do Dragão! O Réquiem. Como foi essa experiência? Foi muita responsabilidade pegar algo tão querido e cheio de tabus e fazer assim?

Eu gosto muito de desenhar e procurei na internet um roteiro pra fazer em quadrinhos. Achei o do Caverna do Dragão e comecei a fazer por prazer mesmo. Fiz a capa que é a primeira página, minha professora na época falou que daria um excelente trabalho de conclusão de curso. Assim eu fiz. Só que nos primeiros seis meses foi apenas de pesquisa. Tipo de público, quem são essas pessoas, o que compram e tendências futuras.

E no segundo semestre eu iria desenhar e finalizar. Só que sofri um acidente de carro e dei umas capotadas e o osso do pescoço… sinistra. Fiquei um tempo sem andar, mais tinha que formar então eu colava uma folha na parede e colocava uma chão perto da cama ai quando o braço doía eu trocava pra outra folha. Isso com tudo com aquela coleira. Demorei 3 meses pra fazer tudo. E por isso o desenho é um pouco diferente do meu traço normal.

Mas eu voltei a andar, terminei os quadrinhos e me formei. Mas hora nenhuma eu senti essa responsabilidade. Eu me diverti fazendo eu estava preocupado em formar e em andar. Fiquei surpreso com todas as pessoas que ficaram felizes de ver o final e isso me emocionou muito.

Foi um episodio da minha vida que traz muito orgulho de mim mesmo. Eu amei a vida, amei os quadrinhos e lutei ate onde eu podia e acho que esse amor que tirei do peito foi nos quadrinhos como uma onda de coisas boas. Por que é só um quadrinho, mais as pessoas tratam como se fosse um feito muito grande. Acho que as pessoas sabem o que eu passei pra fazer de algum jeito.

É possível ver os seus quadrinhos de Caverna do Dragão em muito lugares, me lembro de ter visto até no Canal Nostalgia do Youtube, que é bem famoso. Isso te abriu muitas portas? As pessoas sempre lembram de te dar os créditos?

Na maioria das vezes sim. O Nostalgia foi o único que errou meu nome, haha. Isso me abriu muitas portas sim. Eu formei, conheci gente legal. Sei que pessoas ficaram felizes. Nunca ganhei dinheiro por causa disso e ninguém nunca me passou freelas por isso também.

Quanto ao canal nostalgia, foi muito legal mesmo. E a animação que eles fizeram ficou muito legal. Muita gente veio me dar os parabéns pelo trabalho, o que foi o melhor de tudo. Fiquei impressionado como as pessoas são gentis e mandam palavras legais.

Não é sempre que temos um professor de desenho a disposição, que dicas você pode dar, tanto para quem está começando, quanto para quem já está no mercado?

Minha dica principal: Vá em busca de você mesmo. Pode ser que você encontre um mestre, pode ser que não. Pode ser que você tenha uma escola, pode ser que não. Pode ser que um monte de coisas que você acha que vai fazer na sua vida, na realidade nunca aconteçam. Mas nunca desista de você mesmo e do que te faz feliz, por que uma hora você tem que aceitar, o mundo não é um lugar fácil, e você não pode parar de lutar.

Se precisar toma seu tempo e respira, Mas sabendo que vai levantar e vai lutar de novo. No seu coração tem todas as respostas que você precisa. E a sua arte vai ser do tamanho do seu amor.  E só você buscar e seguir você mesmo.

Aprender a fazer sua arte e aprender a fazer dinheiro, são coisas diferentes. Com internet vocês tem tudo que precisam. Existem escolas muito boas online. Tipo CDA e Schoolism e Melies. Se você não tem dinheiro existe de graça também. Se você não tem tempo acorda mais cedo, dorme mais tarde. Evita drogas e exageros. Ou qualquer coisa que te roube de você mesmo.

Algumas pessoas vão falar que estudar o renascimento é o melhor, outras que a Indústria diz o que você faz. Faça os dois. Se ta em dúvida se estuda 3D ou ilustração, faz os dois, no caminho você se encontra.

E o segredo maior, não tem segredo. Existe luta. Eu queria falar que não desista que um dia você alcança, mas pensa bem alcançar o quê? Quando você chegar lá você vai parar? Talvez você já esteja muito mais longe do que imagina.

 

Confira os quadrinho de Reinaldo do episódio Réquiem, de Caverna do Dragão.

Veja mais de Reinaldo Rocha em seu blog.

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10 papos surpreendentes sobre Design que irão explodir sua mente

 

Via: youthedesigner
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Obtenha sua dose expressa de criatidade com essas conversas surpreendentes sobre design. Às vezes, é muito fácil perder a inspiração e a direção. Entre os prazos e horários não saudáveis – às vezes nos encontramos fora de sintonia com a nossa criatividade. Estes papos sobre design darão alguns conselhos excelentes e fundamentais que irão fazer você ir além no mercado.

Prepare seu inglês, pois você irá precisar dele nos vídeos, mas o conteúdo faz valer a pena.

01. F*ck you! Pay Me by Mike Monteiro

Trabalho especulativo e as apreensões gerais que existem para pagar os artistas são realmente problemas prevalentes na indústria de design. Mike Monteiro aborda este problema e como combatê-lo. Os insights são realmente agradáveis e úteis para qualquer pessoa, independente de qual posição ocupa na indústria.

02. Saying No by Jason Santa Maria

Precisamos aprender a dizer não. Todos nós já chegamos a um ponto em nossa carreira onde começamos a cair de amor com a coisa que amamos fazer. Jason fala sobre ter a liberdade de manter clientes. É difícil e Jason Sta Maria nos dá alguns conselhos sobre como aprender a dizer não pode trazer a oportunidade de dizer sim para outras coisas. Este é um conselho para se destacar na carreira que é difícil de se passar. Totalmente vale a pena assistir.

03. The Shape of Design by Frank Chimero

Eu recomendo Frank Chimero para quando nos sentimos vazios e sem inspiração – recorra a este vídeo para se lembrar por que você é um designer e até onde você foi como um. The Shape of Design é uma daquelas conversas que não foca O COMO, mas O PORQUÊ do design e entra nos pormenores e detalhes de áreas que muitas vezes esquecemos que são importantes.

04. Love Your Work by Simon Sinek

Simon Sinek fala sobre realização e o que isso significa. Ele fala sobre o poder de dar tempo e energia para outras pessoas e do ciclo cármico de como isso rola por aí. Como dar atenção, tempo e esforço vai levar as pessoas a reagir a você e como pequenas ações e palavras podem dar resultados. É também sobre como fazer outras pessoas felizes pode dar a elas uma certa satisfação e contentamento que nada mais pode. Às vezes, como designers é muito importante lembrar que criamos coisas para outras pessoas, tanto quanto para nós mesmos.

05. The Top 10 Things I Wish I Knew When I Graduated College by Debbie Millman

Debbie dá ótimas dicas sobre a indústria do design que realmente não são dadas nas faculdades. Um monte de escolas de design (a menos que você tenha frequentado algum lugar com foco pesado em bases) tendem a se concentrar nos aspectos mais técnicos do trabalho e deixam uma lacuna grande a respeito do que acontece quando você realmente sai da faculdade. Este é um video excelente para as pessoas que já tem muito tempo de estrada e as que estão no início de sua carreira.

06. Let’s Talk About Clients by Micheal Beirut

Michael Beirut fala sobre os melhores tipos de pessoas para trabalhar e como trabalhar com boas pessoas pode injetar uma espécie de paixão para o projeto que é genuíno. É sobre como trabalhar para as pessoas certas vai abrir as portas certas, porque o processo de design é muito mais agradável quando todos os envolvidos investem no resultado final.

07. Three Pipe Problems by Jason Van Lue

Jason nos lembra que, por vezes, temos de nos lembrar de projetar para o final da tela. O design é tangível, interativo e feito para outras pessoas experimentarem. Algumas pessoas gostam de gritar bem alto que qualquer coisa projetada por um designer deve resolver um problema, ou pelo menos deve transmitir alguma idéia e essa idéia deve ser comunicada também. Esta é uma conversa sobre como o design desempenha um papel importante na vida de outras pessoas e o que faz disso tão importante.

08. Make Ugly Things by Mig Reyes

É um pouco contraditório o vídeo acima, mas ao mesmo tempo, ele tem uma mensagem que realmente não deve ser negligenciada. Mig incentiva originalidade e criatividade, que às vezes é perdida nas definições de design. Ele memoravelmente diz: “Eu fiz isso, e eu estava muito orgulhoso disso quando eu fiz isso (…) e eu não quero que seja bonito; Eu só queria que existisse.”

09. Death to Bullsh*t by Brad Frost

Esta é uma outra conversa super-rápida, que eu sinto que salienta um ponto importante. Temos que lembrar de criar coisas boas, porque a atenção das pessoas está em declínio e a sua tolerância para asneiradas está aumentando. Quando você tem um bom produto (como Sriracha) – você pode ir muito longe se você se lembrar de se concentrar em criar algo que valha a pena a atenção das pessoas.

10. Why Design is Awesome by Chris Glass

Esta palestra  sobre design se foca no coração do design. Chris fala sobre o porquê de ‘design não é sobre você. É sobre o usuário ‘- e a magia do design e por que isso continua a importar. Chris fala sobre a importância de construir coisas e criar.

Espero que depois disso você se sinta renovado e mais criativo. =)

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