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Uma Animação Deliciosa Para Um Folk Em Hebraico

É difícil saber o que é mais adorável no clipe Ma’agalim do trio folk de Tel Aviv, Jane Bordeaux: se é a música ou o trabalho incrível  de Uri Lotan, diretor e produtor do vídeo, que já foi animador na Pixar e Disney.

Ma’agalim significa círculos em hebraico, e a animação se passa dentro daquelas caixas de música antigas que você coloca moedas – e começam a girar. Assim como a vida, que passa em círculos quando você se sente preso no tempo e no espaço. A delicadeza das formas, a paleta de cores e a textura da imagem são tão encantadoras que você quase cai dentro da caixinha transportado pela música.

Para quem ficou intrigado com a letra, abaixo uma tradução aproximada em inglês (aceitamos correções colaborativas nos comentários).

Ma’agalim

Nights, turn into days

days turn into years

and within them, I am walking,

faster and in circles

winds, blowing towards me

blowing on the back of my head

everything seems too far away

too big for me

 

Refão

it’s not me, that’s moving forward

it’s time, that slips away

it’s another train, passing by

it’s another rope that tightens

 

sunrises, sets too fast

seasons passes more often

and I am the same

while time grows short

 

Refrão

it’s not me, that’s moving forward

it’s time, that slips away

it’s another train, passing by

it’s another rope that tightens

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Improvisando no piano na estação de trem em Paris

O encontro de dois estranhos e um piano na estação de trem.

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A sede de aprendizado e a obra de Michel Victor

Tem coisas na vida que simplesmente têm que acontecer né? Quando comecei a usar o site Deviantart eu escolhi alguns favoritos para seguir e nunca mais larguei. Pessoas que tinham uma ou outra característica que eu queria aprender para mim. Entre eles um cara que tinha o trabalho incrível me chamou atenção.

Na época achei que poderíamos ser até parentes por causa do segundo nome dele, mas me respondeu bem direto que não, quando perguntei a respeito, e esse foi o único contato que tive com eles em anos. E agora, estou eu aqui o entrevistando.

Michel Victor Lima de Oliveira é um designer gráfico que trabalha com tudo um pouco. Principalmente ilustração e animação. A característica dele que sempre me chamou atenção e eu sempre quis aprender, é como administrar tantas áreas de conhecimento ao mesmo tempo. Eu tenho dificuldade com isso.

Com um trabalho impecável e que impressiona ele mistura música, desenho, animação, efeitos especiais e até mesmo interatividade. São telas de encher os olhos e que apesar de estarem sendo postadas em forma de vídeo aqui, elas possuem uma experiência toda especial em seu formato original.

Hoje vou fazer um pouco diferente, ao invés de espalhar as imagens pelo texto, postarei os links para o trabalho de Michel no final da matéria. O trabalho dele precisa ser visto em movimento. Vai valer a pena, acredite.

O Urucum Digital conversou com Michel Victor e descobriu muitas coisas legais, inclusive dicas que podem abrir a sua mente. Dê uma conferida.

 

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Seu trabalho sempre me impressionou muito, você é aquele tipo de artista que passa a impressão que sempre desenhou bem. Como foi o começo, o aprendizado do Michel Victor?

Eu tenho duas lembranças nítidas de quando eu me diferenciei dos outros amigos na escola. A primeira foi quando meu pai me ensinou que não se desenhava com traços únicos e duros, e sim traçando com suavidade e com vários traços para alcançar o efeito necessário, ele desenhou um coqueiro, e eu vi como ele fez, isso eu tinha 6 anos de idade. Na sala de aula eu refiz o coqueiro e mostrei para a professora, e ela ficou impressionada, mostrou para todos da sala e ainda mais, ela mostrou para as outras salas também. Eu não imaginava que era algo tão grande assim, mas eu gostei da sensação de que eu tinha algo especial e que as pessoas gostavam disso.

coqueiro

O segundo momento foi com minha tia Solange, ela era daquelas pessoas que sempre fazia o desenho de capa do seu caderninho, ela sabia copiar muito bem outras imagens e eu sempre observador, aprendi muito vendo ela desenhar. Uma imagem me marcou muito que foi a imagem de uma arvore com uma cobra enrolada, e eu o reproduzi também. Como eu comecei com paisagens, eu segui nesse caminho até meus 12 anos, até eu começar a me interessar por meninas, ai comecei a me aventurar pelo manga e comecei a desenhar pessoas, principalmente mulheres, até hoje esse é meu tema preferido, mas durante toda minha juventude me aventurei em todos os tipos de segmentos e estilos, desde Tiny Toons até Overhaulin (programa de reforma de carros, onde Chip Foose sempre desenhava o carro antes).

cobra

Eu também fui para escola de pintura em óleo, mas não fiquei muito tempo, não me adaptei com a pintura tradicional (todos meu desenhos eram preto e brancos).
Após me formar na escola fui para a faculdade de Desenho Industrial no interior de São Paulo, mas o curso era muito fraco então decidi me aventurar no Rio de Janeiro na faculdade de Design Gráfico voltado para Animação 3D e jogos.

Foi lá que tive meus primeiros contatos com o universo 3D. Lá passei por todos os processos, desde de desenho com modelos vivos e perspectivas, aprendi maquete eletrônica em 3D, modelagem, animação, iluminação, renderização. No meu TCC fiz um curta metragem que pode ser visto no Youtube, concluindo o curso com nota máxima. Esse curta também me rendeu 3 prêmios em festivais de animações no Brasil.

Durante minha estadia no Rio de Janeiro, comecei a desenhar para o Tibiabr, e foi eles que me deram minha primeira tablet. Meu mundo no desenho digital apenas começou com 19 anos.

Quando terminei a faculdade sentia que meu desenho ainda não estava bom o suficiente, foi ai que decidi realmente me empenhar e treinar, com isso fiquei um ano dentro de um quartinho apertado perto da área de serviço no apartamento dos meus pais. Foi um ano inteiro tentando alcançar o melhor de mim, meu objetivo era entrar nas revistas da Ballistic Publishing, que reúne os melhores pintores digitais do mundo. Após um ano desenhando, nenhum desenho havia sido escolhido, mesmo assim continue desenhando e evoluindo.

No ano seguinte os mesmo desenhos que não haviam sido escolhidos, foram selecionados, foram escolhidos 3 desenhos dos 5 que havia enviado. Nessa edição eu fui o único brasileiros que havia entrado na revista. No ano seguinte tive mais um desenho publicado.
Eu não possuo mais meus primeiros desenhos, mas eu refiz ele agora das lembranças que eu tinha daquela época.

 

Você treina com frequência?

Atualmente não ando treinando muito minhas técnicas de desenho e pintura, estou focando mais em animações e efeitos especiais que são o que estou mais gostando de fazer atualmente.

 

Te conheci no Deviantart, virei seu fã quase que instantaneamente (na época fui atraído pelo seu segundo nome, achava que fosse sobrenome e que pudéssemos ser parentes hehe). Até onde sei, você não tem nenhum website próprio, apenas algumas redes sociais. Qual sua relação com o Deviantart e é uma opção se manter por lá e não possuir um site?

Eu tenho um carinho especial pelo Deviantart, pois tudo que consegui hoje foi graças a ele.

Um site sozinho não resolve, para que um site funcione eu preciso gastar muito tempo com divulgação e o Deviantart sendo uma rede social faz isso muito bem sem muito esforço, e o público do Deviantart é apenas apreciadores de arte e artistas é diferente do Facebook por exemplo.

Além disso de todas as rede sociais de artistas, foi a única que encontrei que aceitava uma forma inteligente de colocar minhas animações, que no caso deles uso o Flash. Então é o único lugar que posso ser diferente dos outros artistas e isso funcionou muito bem.

De qualquer forma eu possuo o domínio, www.michelvictor.com.br que te joga para o Tumblr e la tem os links para todas as redes sociais.

 

Você tem uma característica que é muito peculiar. É capaz de atuar em diversas áreas da arte e da tecnologia (o que é algo que eu trabalho muito em mim também). Desenho, pintura, design, música, animação 3D, edição de vídeo, efeitos especiais, são algumas das que sei que você ataca. Essa característica de “homem renascentista” veio de forma natural ou um belo dia você decidiu que queria dominar tudo? Você teve ou tem dificuldade para aprender alguma?

Eu sou uma pessoa que fica entediado muito fácil e sou muito preguiçoso e acho que essas são as duas principais para me ter feito aprender tanta coisa diferente. Eu não consigo ficar fazendo a mesma coisa todo dia, então estou sempre a procura de coisas novas para fazer ou aprender, tentar coisas novas sempre. Não consigo me imaginar sendo caixa de um banco por 30 anos, isso é desesperador.

E como sou preguiçoso eu sempre procuro a melhor, mais fácil e mais rápida forma de fazer algo, então sempre estou pesquisando novas formas de resolver meus problemas.

Além disso a parte mais emocionante para mim é quando estou aprendendo algo novo, depois que chego a um ponto que estou satisfeito eu perco o interesse e começo aprender algo novo.

Eu sempre quis aprender a programar para conseguir fazer um jogo sozinho, mas nunca tive sucesso, o mais longe que eu consegui chegar foi aprender algumas coisas no Flash, mas quem sabe um dia eu me empenhe o suficiente para consegui aprender né? Ai pode sair um jogo legal um dia.

 

Você da conta de tudo? Tenho um amigo que diz que é preciso se focar em algo para evoluir. Eu sinceramente não sei se concordo com isso. O que você pensa disso?

Muita gente me diz isso, em certo ponto esta correto, mas tudo é relativo. Eu vejo muita gente no mercado que é muito ruim no que faz, mas tem seu público, seus clientes e ganha dinheiro.

Como eu disse anteriormente, eu estudo até o ponto que me faz feliz e isso as vezes não leva a vida toda, certo? Ai você tem tempo para aprender novas coisas. A vida é uma só e eu não vou gastar ela com apenas uma coisa.

 

Você encontrou uma forma de juntar muitas das suas habilidades para realizar um único tipo de trabalho. Suas pinturas digitais parecem vivas, e algumas delas até interativas. Possuem movimento, som e música. Como foi chegar nesse tipo de obra? Foi algo que decidiu sozinho ou teve inspiração de outros artistas?

Quando estava terminando meu TCC, tive que aprender After Effects para conseguir terminar, para mim o After Effects foi o divisor de águas, no primeiro dia que eu abri ele e comecei a estudar eu me apaixonei, era um Photoshop mas que se movia, era muito mais legal que Photoshop.

Eu tinha uma conta mais antiga no Deviantart, mas tinha poucos acessos, ninguém realmente se interessava pelo meu trabalho, que era exatamente as primeiras pinturas que você encontra na minha galeria. Eu sabia que eu era um artista bom, mas artistas bons existem milhões no Deviantart, eu tinha que fazer algo para mudar isso, fazer algo único. Foi ai que tive a ideia de animar os desenhos, eu não sei bem como veio essa ideia, mas funcionou, agora eu tinha algo único e eu comecei a ganhar grande exposição no Deviantart. Eu comecei a faze-lo justamente porque senti a necessidade de evoluir para conseguir chegar onde eu queria.

Essas animações foi algo que eu criei sozinho, não acho que devo ter sido o primeiro a fazer isso, mas eu nunca havia visto antes, e eu mesmo que criei minha própria técnica.

Para falar sobre minhas habilidades com música, eu teria que contar outra história enorme só para isso. haha

 

De certa forma você é um visionário no que faz e muito dedicado. Quando te conheci, seus trabalho não eram algo comum de se ver por aí (e ainda não são ao meu ver), especialmente no Brasil e com tamanha qualidade. A reação das pessoas, quando você começou a aparecer, foi como? E como é essa reação hoje em dia?

Confesso que quando comecei a postar esses desenhos em 2009, as pessoas ficavam muito impressionadas, postagem tipo “WOW, OMG O.O” ou “I never saw something like that before” apareciam com bastante frequência, hoje em dia os comentário são mais “Awesome like always”, as pessoas já não se impressionam como antes, pois já estão acostumada a ver meu trabalho.
Talvez esteja na hora de pensar em algo diferente. Estou com algumas idéias mas ainda não sei como executa-las.

 

Basta ver um pouquinho do seu portfólio para perceber algo recorrente. Qual é a sua relação com as “ladies”? O tema da mulher bonita e sensual é sempre algo utilizado por você. E como as pessoas reagem, depois de passar pela fase de encantamento e perceber sempre a figura da mulher no seu trabalho? (A uns anos atrás, mostrei seu trabalho para uma grande amiga e ilustradora incrível e me diverti com a reação dela. “Nossa, muito interessante, mas ele é meio carente não?” Hehe. Imagino que homens e mulheres reajam diferente ao seu trabalho).

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Eu falei um pouco na minha história sobre isso, mas vamos nos aprofundar mais sobre isso. Quando mais jovem eu era muito tímido eu era parecido com o Rajesh do Big Bang Theory, era uma tarefa quase impossível chamar uma menina para sair.

Eu sempre ia na banca de jornais procurar por revistas que ensinavam a desenhar, um dia apareceu uma revista “Como desenhar Mangá” e havia uma linda moça na capa, foi assim que comecei a desenhar minhas próprias “namoradas”, isso me lembra um filme Ruby Sparks.

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Mas ao decorrer do tempo isso mudou, eu não sou mais tão tímido quanto antes. Mas hoje eu criei um tipo de admiração, eu adoro a beleza feminina e isso me faz querer pinta-la.
Muito das minhas imagens são inclusive de pessoas que passaram na minha vida.

Eu acho que eu sou mais um pervertido do que um carente. haha

 

Você faz tantas coisas, que a entrevista fica até curta para falar de tudo. Qual é a sua relação com música? Você ainda tem uma banda? Vi alguns vídeos seus como DJ. Tem trabalhado com isso também?

Eu achei que eu iria escapar da parte musical, mas temos uma pergunta para isso. haha<

Assim como meu pai me ensinou meus primeiros passos no desenho, ele também me ensinou meus primeiros passo na música, com a música Chopsticks (a música do Danoninho) no piano.
Além disso minha vó foi dona do primeiro conservatório musical da cidade, então eu já nasci envolvido nesse mundo.

Apesar disso, eu frequentei pouco os conservatório de musica, assim como as escolas de desenhos, eu não me adaptei, eu sou uma pessoa que não gosta de regras, eu gosto de aprender o que eu quero, na hora que eu quero, da forma que eu quero, então eu nunca gostei de professores.

Eu passei por algumas bandas quando jovem, mas minha maior dedicação foi ao Militia onde passei 9 anos tocando e compondo rock pesado. Infelizmente com a cena atual eu não achei que a banda pudesse um dia nos sustentar, apesar de ter sido meu maior sonho, viver de banda, depois de 9 anos eu perdi as esperanças e a deixei.

Após isso eu comecei a produzir música eletrônica, até ganhei um concurso, mas não me dei bem, pois o que eu gostava mesmo era de pegar no instrumento e tocar ao vivo, e não apenas mixar músicas.

De qualquer forma, eu estou trabalhando compondo músicas para jogos e filmes, foi algo que encontrei que pudesse continuar no mundo da música e também poder ganhar uma grana com isso.

 

Fazendo tantas coisas, com o que você tem trabalhado de fato atualmente? Emprego, negócio próprio? Imagino que o mercado deva te adorar.

Estou trabalhando basicamente 10% como professor universitário em Publicidade e Propaganda e Jornalismo, 10% como ilustrador, 10% como musico e 80% com animador.

Atualmente eu peguei um cliente para animar dezenas de páginas de uma história em quadrinho de conteúdo adulto, mais conhecido como Hentai. É muito divertido animar seios pulando, vocês deveriam experimentar. haha

 

Todo mundo sabe como é difícil trabalhar com arte no Brasil. Como é e foi a sua experiência?

Felizmente vivemos em um mundo globalizado, então eu não enfrento esses problemas, pois 98% dos meu clientes são de outros países. No Brasil enfrentamos vários problemas, um deles é nossa cultura em relação a arte, ela é menosprezada aqui, poucos dão o valor necessário. Outro problema é a inadimplência, temos que tomar muito cuidado para não tomarmos calote aqui.

Enquanto aqui no Brasil os clientes tentam te pagar o mínimo possível e sempre querem mais desconto, eu já tive vários clientes estrangeiros que me pagaram mais do que o combinado apenas porque eles acharam o trabalho incrível, é quase surreal pensar nisso por aqui.

E agora temos mais um motivo para pararmos de trabalhar com clientes brasileiro, a crise econômica e politica brasileira. Com o dólar a 4 reais, fica difícil para cliente brasileiros pagaram tão caro pelo menos trabalho. Um trabalho que poderia custar 200 reais, custa hoje 800 reais.

 

Por fim, uma pergunta padrão aqui do Urucum Digital. Que conselhos você pode dar para as pessoas que estão começando ou que tentam viver da arte?

Por experiência própria, o que deu certo para mim, pode não dar para você, mas eu aconselho a ser diferente, ter o diferencial, ser único, indiferente da área que você esta, tente se sobressair fazendo algo surpreendente, algo que nunca ninguém fez antes e eu tenho certeza que isso te levará a lugares grandiosos.

 

Confira alguns dos trabalhos de Michel Victor. Clique para abrir.

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Para ver mais acesse

Deviantart

Gumroad

Tumblr

CG Society

Youtube

E caso queira ser um patrono e contribuir com o trabalho de Michel, acesse – Patreon

 

 

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A MESMA MÚSICA CANTADA EM 15 AMBIENTES DIFERENTES

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Joachim Müllner, também conhecido como Wikisinger, resolveu explorar e documentar a forma como o som se propaga em diferentes ambientes.

No vídeo abaixo, Müllner mostra como o espaço físico onde o som está inserido contribui para a qualidade do que ouvimos. Cada lugar escolhido por Müllner tem uma característica diferente: um túnel, um pátio, um campo aberto, uma sala à prova de som, uma catedral – e assim por diante.

O resultado é no mínimo curioso. Aumenta o som e solta o play:

 

Via Update Or Die

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10 coisas úteis para aprender na internet

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internet é um poço infinito de conhecimentos úteis e gifs de gatinhos, e por algum motivo a gente passa tempo demais vendo os últimos e quase nenhum com os primeiros. Com um pouco de disciplina – eu recomendo se organizar em uma rotina, bloquear redes sociais que causam distração e ouvir música no fone de ouvido – você pode encaixar na sua vida cotidiana algumas horas de aula de qualquer coisa por semana.

Quer aprender a desenhar? Cozinhar? Tocar violão? Dá, e é tudo de graça. Fizemos uma lista do que você pode aprender agora:

1. Cozinhar cientificamente para chegar ao melhor gosto possível. Não é segredo que dá pra aprender a cozinhar usando a internet. Agora, usando um viés científico, próprio de engenheiros, isso talvez você não soubesse. Vá ao Cooking for Engineers para aprender uma abordagem analítica da comida, que tem como objetivo reunir os melhores métodos para atingir a melhor crocância no bacon – um conhecimento que, convenhamos, tem valor imensurável.

2. Desenhar. Há vídeos do YouTube e tutoriais com fundamentos do desenho, mas o Drawspace é o mais completo. É um curso de desenho do início ao fim, que ensina sombras, contornos, técnicas que te ajudam a melhorar sua noção espacial e até outros tipos de arte. Pense numa escolha de artes digital gratuita e você terá o DrawSpace.

3. Ser bem-sucedido com executivos importantes. Gente bem-sucedida tem o poder de inspirar. A internet possibilitou que todos nós tivéssemos pessoas que admiramos como mentores, porque a rede permite que eles falem direto pra gente. É dessa ideia que o programa 30 Second MBA, da Fast Company, se aproveita. A série reúne vídeos em que executivos bem-sucedidos de várias áreas respondem, em 30 segundos, perguntas pertinentes pra quem tem um negócio.

4. Inglês, espanhol, e depois italiano, alemão, francês… O Duolingo é uma das plataformas de ensino de idiomas mais populares da internet. Completamente grátis, ele ensina inglês e espanhol pra quem fala português; e e você já fala inglês, a possibilidades se abrem muito mais: tem francês, alemão, italiano, pra ficar no mais básico, e se você estiver empolgado, húngaro, russo, romeno, polonês…

5. Se colocar no lugar do outro. Para mim, a principal virtude do Quora é a capacidade de mostrar pros usuários a visão de mundo de pessoas que a gente jamais teria acesso de outra forma. Como é ser milionário? Como é sofrer um sequestro? Como é ser um astronauta? O Quora reúne relatos ricos de gente que viveu situações inacreditáveis. De quebra, ainda tira dúvidas reais sobre coisas muito interessantes.

6. Tocar violão. Você ainda pode realizar seu sonho de adolescência: nunca é tarde para aprender a tocar violão. Não se preocupe se você estiver começando do zero, porque o Justin Guitar tem aulas pra todos os níveis. Técnicas, exercícios, escalas e até o básico dos acordes: está tudo lá. Não tem mais desculpa pra você não ser a estrela do luau na praia.

7. Matemática, história, filosofia, programação, marketing… Não é de hoje que ganhamos sites incríveis que, em parceria com universidades estrangeiras, oferecem cursos de alto nível pela internet gratuitamente. Muitos são super específicos e alguns têm interface meio complicada. Não é o caso do Khan Academy e do Academic Earth, que se dedicam a oferecer cursos de matérias mais básicas. Pense em coisas que vão de Matemática e Física a Sociologia e Psicologia; tem programação, história, arte e coisas assim, também.

8. Fazer quase qualquer coisa você mesmo. Sabe aquela sua técnica única para picar cebola? Você pode dividi-la com a internet no Instructables, enquanto aprende a fazer um supercapacitor de grafeno (!). O Instructables é uma plataforma de troca de tutoriais que ensinam a fazer em casa coisas que, normalmente, a gente compra. Tem projetos em áreas tipo lifehacking, mas a maioria é mão na massa mesmo: artesanato, marcenaria, eletrônica… tem tudo lá. Dê uma olhada antes de pagar uma fortuna em um suporte pro seu iPad.

9. Entender o mercado financeiro. Eu acho um equívoco que não tenhamos aulas de economia doméstica e o básico de mercado financeiro no colégio. Todo mundo precisa entender como essas coisas funcionam. Mas dá pra contornar isso com a Investopedia. Veja, não vai ser da noite pro dia, mas com um pouco de tempo e esforço você vai entender os chavões desse mercado e talvez possa até começar a investir seu dinheiro.

10. Programar. Eu sei que você já sabe: programar é a habilidade do futuro, há vários sites que ensinam programação de graça etc etc. É que o Codeacademy é mesmo o melhor, e isso vem de alguém que testou vários sites diferentes. É o mais amigável para quem é completamente iniciante, é didático, é bonito, é grátis e é em português. Se você estiver afim de aprender a programar, pode começar por aí que não tem erro.

 

Via Galileu

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Out of Sight

Este pequeno filme bonitinho feito por estudantes, um projeto de graduação de Ya-ting Yu com os colegas Yeh Ya-Hsuan e Chung Ling da Taiwan National University of Arts, deve muito a Miyazaki, um dos mais famosos e respeitados criadores do cinema de animação japonesa. Eles pegaram as ideias certas do Mestre e a versão final do filme, Out Of Sight, é carregada com imaginação e coração.

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43 Músicas Tema de Cartoons Misturadas | Ensemble ACJW

Você consegue identificar os 43 desenhos que correspondem as músicas? Vou colocar a resposta nos comentários, não vale olhar hein!

 

Produzido por Kornhaber Brown para Carnegie Hall e Ensemble ACJW.

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O canto polifônico e como fazê-lo

Existem várias modalidades de canto que você nem se quer imaginaria que existem, mas talvez uma das mais interessantes é o canto polifônico (overtone singing). Basicamente é um canto onde você pode produzir duas notas (dois sons) ao mesmo tempo com o aparelho vocal através da manipulação das ressonâncias. Não é qualquer pessoa que consegue fazer isso e exige muito treino para quem tem essa capacidade rara. Talvez a técnica mais refinada que eu já vi é a de Anna-Maria Hefele.

O canto “comum”, geralmente mantém a língua plana e o som fundamental é claramente audível. Para começar a cantar overtone throat singing (Canto harmônico com a garganta), os lados da língua são curvados para cima e segurar quase contra os dentes pré-molares superiores como se criasse um fechamento com céu da boca a toda sua volta permitindo uma pequena passagem para o ar.

Para experimentar tente cantar “errrr” com esse ajuste e mover a língua para a frente e para trás com a ponta da língua tocando o céu da boca. Este é o ponto de partida básico, porém desafio você a ouvir gravações de cantores que desenvolvem essa técnica e tentar imitar o que você ouve.

Um grande exemplo é o Kongar-ool Ondar, mestre do Tuvan throat singer:

Com o tempo, você irá perceber que o controle mais refinado da base da língua e da garganta permite amplificar e isolar cada tom harmônico desejado de forma mais eficaz do que apenas enfatizando língua ou vogal, dessa forma a ponta da língua não precisa se mover obrigatoriamente para mudar os harmônicos. O controle respiratório é muito importante para quem está desenvolvendo esse estilos pois requer uma sustentação prolongada da saída de ar.

Quando já estiver dominando você pode praticar 7 estilos diferentes do Overtone Singing, Alex Glenfield exemplifica esses estilos.

Arte purinha cantar assim não é? Tentou? Grave e manda pro Urucum Digital, queremos ver – urucumdigital@gmail.com

 

Informações Bruno Francesco

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