O menino que pode salvar o oceano

Eu vivo catando lixo na praia e jogando na lixeira, o que de nada adianta, pois na minha cidade não existe coleta seletiva, logo não há reciclagem. As vezes me pergunto a importância de eu me preocupar em limpar aquele pedacinho de praia, sendo que o lixo vai sujar em outro lugar. Sempre penso “eu faço minha parte, mas é tão ínfimo, do que adianta?”. Pois então, adianta e um jovem holandês vem mostrando isso. Mostrando que dar o exemplo, faz a diferença.

Boyan Slat, um holandês de 16 anos na época, foi passar suas férias na Grécia e curtir suas belas praias, mas se espantou com a quantidade de plásticos e lixo na água e na praia, eram tantos que ele achou que fossem águas-vivas.

Qualquer pessoa de bom senso se revoltaria com essa situação, mas poucas fariam alguma coisa a respeito. Mas o que fazer com tanto lixo? A cada ano, a humanidade joga 6,4 milhões de toneladas de lixo no mar – e 80% disso é plástico. Estima-se que haja 18 mil pedaços de plástico para cada quilômetro quadrado de oceano, mas mesmo assim, com dados tão desanimadores Boyan achou que podia dar um jeito.

Ele apresentou uma ideia para limpar o mar na feira de ciências em sua escola. Boyan começou a estudar os chamados giros oceânicos. Há cinco giros principais. Eles são grandes correntes marítimas que puxam o lixo do resto do oceano, e funcionam como enormes redemoinhos de sujeira. Chegam a ter seis vezes mais plástico do que zooplâncton (criaturas microscópicas que são a comida dos animais maiores). Por que não atacar o problema justo ali? Ao invés de ir atrás do lixo, por que não deixar ele vir até você – e aí capturá-lo com uma armadilha? Foi isso o que Boyan pensou.

O projeto acabou ganhando um prêmio da Universidade de Delft, uma das mais importantes da Holanda, e fez o garoto ser convidado para uma apresentação no evento TED – que foi vista 1,7 milhão de vezes pela internet.

A ideia chegou às Nações Unidas, que em novembro de 2014 deram a Boyan o Champion of the Earth, seu maior prêmio ambiental. O menino criou um site para levantar doações. Conseguiu, contratou cientistas e engenheiros, e começou a tocar o projeto.

Basicamente o projeto se trata de um grande cordão com 100km de boias, colocadas em formato de “U” que embarreram o lixo, que será recolhido depois por um navio lixeiro a cada 45 dias. Em teoria, peixes e outros animais não seriam afetados, pois conseguiriam passar por baixo das barreiras.

O projeto recebeu muitas críticas de especialistas. Alguns disseram que as armadilhas não vão funcionar, pois os giros oceânicos são grandes demais. Outros acham que as boias podem arrebentar ou se deformar. Ou que o problema está na fixação (pois cada barreira precisa ser amarrada, com um cabo de 4 km, ao fundo do mar, o que é tecnicamente difícil). Também houve quem questionasse o que seria feito com o plástico recolhido, pois a água salgada e o sol alteram suas propriedades, dificultando a reciclagem. A saraivada de críticas mexeu com Boyan. “Aquilo me afetou bastante”, admite.

Usando parte do dinheiro que havia arrecadado, ele contratou uma equipe de engenheiros e biólogos, que refinaram o sistema e elaboraram estudo de 530 páginas que explica como ele pode funcionar. Uma das soluções veio do Brasil. Uma experiência da Universidade de Caxias do Sul mostrou que é possível reciclar plástico coletado no mar. “As pessoas pensam que é só pegar o material, colocar numa máquina e reci-clar. Mas ele vem fragmentado e cheio de colônias (animais) na superfície”, diz o estudante de engenharia ambiental Kauê Pelegrini, responsável pelo projeto. Ele e seus professores criaram um processo que limpa, separa e condiciona plástico – que foi transformado em saboneteiras.

O estudo de Boyan também mostrou que é possível transformar o plástico em óleo – que poderia ser revendido, gerando recursos para a manutenção das boias. Até agora, Boyan levantou pouco mais de US$ 2 milhões em doações. Esse dinheiro é suficiente para produzir algumas barreiras e testá-las na primeira etapa do projeto, que deverá durar quatro anos. Ele calcula que, se o sistema fosse implantado em larga escala, seria possível retirar 16% de todo o plástico dos oceanos a cada dez anos. Isso significa que, teoricamente, o problema do lixo marinho poderia ser resolvido em algumas décadas. O custo seria de US$ 30 milhões anuais, um valor modesto (a cidade de São Paulo gasta 20 vezes isso com a coleta de lixo). “Acho que a tecnologia é o melhor meio para qualquer mudança. Eu poderia dedicar minha vida a isso”, sonha o garoto.

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A história dos jogos mostrada através da evolução das tecnologias gráficas

A parte visual dos videogames é realmente uma das formas que mais atrai os jogadores para jogar. Embora muitas vezes se defenda o argumento de que os gráficos não são a parte mais importante de um jogo (e de fato não são), é complicado afirmar que um jogo com um visual impressionante geralmente não é bom.

Falando em gráficos, Stuart Brown, do canal do YouTube Ahoy, apresentou a evolução das histórias nos jogos eletrônicos por meio dos gráficos utilizados. Ele abordou técnicas e outros aspectos em uma série chamada “A Brief History of Graphics”.

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O toque de beleza e obscuridade de Andrew Mar

Sempre me atraíram e me inspiraram as artes levemente bizarras do artista conceitual americano Andrew Mar. Em seu site Andrew fala sobre ele dizendo apenas “Eu como e desenho em São Francisco”.

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PowerUp 3.0 – O Avião De papel Controlado Por Smartphone

Um doido inventor criou um mecanismo que nos permite controlar e pilotar aviões de papel com seu próprio telefone. O projeto ainda está pedindo doações no Kickstarter, mas quem não quer ser um piloto não é verdade? Sem falar que aviões de papel são baratos.

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Azul e preto ou branco e dourado? Sua visão do mundo é única

Ok, a internet “wins”, eu vou falar sobre o tal vestido mais polêmico do que mamilos. Particularmente eu considero o vestido em si uma bobagem, mas a questão de percepção é interessante.

Se você tem acessado as redes sociais ultimamente, deve ter pelo menos lido por aí algumas brincadeiras envolvendo as palavras “azul e preto” ou “branco e dourado”. Resumindo uma história irrelevante, alguém postou a foto de um vestido na internet que cada pessoa tem visto ele em cores diferentes, predominando azul e preto e o branco e dourado.

Essa foto aí em cima em particular, eu, ser individual que sou, que me gabo de ter uma percepção cromática muito boa, vejo um tom azulado claro com renda dourada, pendendo para o cobre. O que pode causar um aspecto escurecido e até mesmo uma ilusão de preto. Essa é a verdade absoluta e eu estou certo? Não! Várias coisas influenciam aqui.

A visão humana pode pregar peças de acordo com a iluminação e estado psicológico. Com um fundo mais claro na imagem, o vestido parece mais claro, branco e dourado. Com um fundo mais escuro, ele parece ser mais escuro, azul e preto. Essa compensação visual é o cérebro tentando ajustar o que você está vendo de acordo com a iluminação. Veja o gif a seguir. Nenhuma cor foi alterada no vídeo, apenas os controles de brilho e contraste foram mexidos.

Por causa disso, dependendo da luminosidade do seu monitor, você pode ver o tal vestido em cores diferentes. Somente isso influencia? Não! Algumas pessoas, viram no mesmo monitor e ao mesmo tempo, o vestido em cores diferentes. Isso porque cada um tem uma percepção de luz e cor únicas. Pode ser um choque para você, mas ninguém enxerga cores da mesma forma. O meu azul, pode não ser tão azul quanto o seu, mas essas variações são mínimas, só sendo percebidadas de indivíduo para indivíduo em casos extremos, como as pessoas que tem daltonismo, doença que impede que alguém perceba cores corretamente.

O caso do vestido foi um golpe de sorte. Todos os fatores contribuíram para que nossa percepção fosse embaralhada.

“Eu tenho estudado diferenças em visões de indivíduos por 30 anos, e essa é uma das maiores diferenças individuais que já vi” – diz Jay Neitz, uma neurocientista da Universidade de Washington, em entrevista ao Wired. Perguntada sobre sua opinião, ela acha que o vestido é branco e dourado.

Esse tipo de ilusão na visão não é incomum. Nessa imagem a seguir, por exemplo. As peças de xadrez, acredite se quiser, são da mesma cor, só o fundo foi alterado e bastou isso para nossa percepção das peças mudar completamente e enxergarmos um jogo branco e outro preto.

Curiosidade

Se você continua achando que nós humanos somos o topo da evolução, repense. Humanos são incapazes de enxergar a luz ultravioleta, mas os insetos conseguem ver. Veja nessas flores a diferença entre o que vemos e o que os insetos vêem.

Ah… mais são apenas flores, isso não influencia em nada nossa vida. Ah é? Você consegue ver na sua pele os danos que a luz ultravioleta causam? Não? Dê uma olhadinha e se surpreenda em como o sol “vê” você.

E sobre o tal vestido? Qual o cor dele de fato? Aí vai minha opinião.

Afinal tem coisas mais importantes para nos preocuparmos.

Informações: TecMundo, O Globo, TEDx, Sim! ciências

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Hunger, o novo game da Tarsier Studios

É isso mesmo, um novo jogo da Tarsier Studios. Se você não reconhece pelo nome, a Tarsier é a responsável pelo jogo Little Big Planet, que é um grande sucesso e se você ainda não jogou, saiba que vale a pena jogar.

A arte desenvolvida pela Tarsier em seus jogos é de impressionar. A qualidade, a riqueza de detalhes, a preocupação com o design das fases e personagens e até mesmo a física realista nos jogos são de tirar o chapéu, fazendo de seus games algo muito mais interessante do que os jogos que estamos acostumados por aí. Olha só alguns desenhos do concept art do jogo.

O novo jogo se chama Hunger e terá uma pegada diferente do Little Big Planet, que se assemelha a um teatro infantil. Hunger será mais mórbido, com suspense. Se você já jogou Limbo, vai gostar do que vem por aí com Hunger. Tal qual em Limbo, temos um protagonista frágil que contrasta com os cenários ao estilo Resident Evil. A pequena Six, que em sua capa amarela precisa escapar de um bizarro resort submarino chamado “The Maw” e de seus grotescos habitantes (Cadê a mãe dessa criança que não ta vendo isso?).

Hunger tem uma jogabilidade que vai deixar você alerta o tempo todo com suspense e exploração. Uma coisa interessante no jogo, é que ele te põe na pele de uma pequena menina. Isso é muito legal, cada vez mais o esteriótipo do herói forte, branco e boladão ou da gostosa de cintura fina e com habilidades de super herói está sendo quebrado no jogos, filmes, séries, desenhos, o que nos ajuda a sermos mais confiantes e aceitar a diversidade. Ta aí a série A Lenda de Korra para não me deixar mentir, onde a maioria dos heróis são mulheres e diversidades como deficiências e sexualidade são tratadas de forma tão natural que a gente nem nota. Claro, nem tudo segue essa linha, Mario ta aí anos não é verdade?

Os cenários são no mínimo pertubadores e nos deixam tensos e curiosos só de vermos.

Hunger será lançado inicialmente para Playstation 4, ainda sem data confirmada. O jogo foi patrocinado pela Nordic Games Program, que também ajudou o jogo Limbo a ganhar vida. Este é um programa de incentivo a desenvolvedroes de games em países nórdicos como Dinamarca, Suécia e Islândia, entre outros.

Ficou com vontade de jogar?

Informações e imagens: Tarsier Studios, Arkade

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Tecnologia reutiliza 95% da água desperdiçada no banho

Muitas cidades no Brasil estão enfrentando uma grave crise hídrica. Por isso, a economia de cada gota de água é essencial. Um método inovador pode nos ajudar a diminuir o consumo: chama-se Gris e funciona como um coletor de água que fica embaixo do chuveiro.

A tecnologia é composta por quatro células interligadas que se inclinam suavemente para o centro. A água desperdiçada fica concentrada nessas células, que capta até 10 litros do líquido. Quando necessário, basta utilizar essa água para outro uso, como lavar um banheiro ou irrigar plantas.

Segundo o criador do projeto, Alberto Vasquez, do Igen Design, as células coletam cerca de 95% da água desperdiçada no banho. Vasquez diz que está procurando financiamento para trazer o produto ao mercado. Ele estima que o Gris custará entre R$ 60 e R$ 80.

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Pase seu carnaval como o Freeza de Dragon Ball Z

Um dos vilões mais poderosos e ameaçadores de Dragon Ball Z é Freeza (ou Frieza, como ele é chamado em inglês), o alienígena pálido com detalhes em roxo que aterrorizou o planeta Namekusei e deu muito trabalho aos Saiyajins durante inúmeros epiódios. Mas o que pouca gente sabia é que é difícil, mas é possível fazer um cosplay do personagem para arrasar em feiras temáticas e encontros — sem usar qualquer tipo de fantasia.

O canal do YouTube Pinkstylist ensinou em seu mais recente vídeo como se transformar em Freeza usando maquiagem. O tutorial é bem completo e mostra desde como prender o cabelo com látex e usar algodão para moldar a forma da cabeça do personagem.

Em seguida, é preciso marcar a área dos olhos de Freeza. A cor roxa característica do personagem é adicionada aos poucos e em tons diferentes, juntamente com um efeito de sombreamento para deixá-lo mais ameaçador. No fim do vídeo, ele chega até a fazer a pintura no pescoço e nos ombros usando a mesma técnica — tudo com traços bem característicos do mangá.

O canal especializado em maquiagem já se transformou em várias outras criaturas, como o boneco do assassino Jigsaw, de “Jogos Mortais”, e o palhaço Pennywise, de “It – Uma Obra-prima do Medo”, entre outras. Clique aqui para acessá-lo.

 

Via Tecmundo e Youtube

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Out of Sight

Este pequeno filme bonitinho feito por estudantes, um projeto de graduação de Ya-ting Yu com os colegas Yeh Ya-Hsuan e Chung Ling da Taiwan National University of Arts, deve muito a Miyazaki, um dos mais famosos e respeitados criadores do cinema de animação japonesa. Eles pegaram as ideias certas do Mestre e a versão final do filme, Out Of Sight, é carregada com imaginação e coração.

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Destino

Em 1946, dois artistas lendários começaram uma colaboração de um curta metragem. Mais de meio século depois, sua criação foi finalmente completa.

Escondido nos Arquivos dos Estúdios Disney, estava um projeto de um curta com a arte de Walter Elias Disney com Salvador Dali. Em meados dos anos 40, Disney esquematizou com Dali para promoverem um curta baseado em suas artes surrealistas. Porém Disney não tinha dinheiro o suficiente para continuar, então só foram produzidos 17 segundos do curta original.

Animação baseada em uma canção do compositor mexicano Armando Dominguez com o mesmo título e fortemente inspirada no mundo surreal do pintor espanhol Salvador Dalí. Este curta-metragem foi planejado para ser integrado ao filme “Música, Maestro!“. Um cenário de animação e alguns testes foram realizados a partir de Janeiro de 1946.

Após o lançamento do Fantasia 2000, Roy E. Disney, sobrinho de Walt Disney, decidiu retomar a produção deste filme. Ele teve sua produção, principalmente no Walt Disney Animation Studios na França em Montreuil, perto de Paris. Finalmente, concluído na forma de um curta-metragem de 6 minutos, foi exibido em festivais e prêmios e no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, em 2003. O filme foi exibido na exposição Era uma vez Walt Disney, que foi realizada no Nationales Galeries du Grand Palais em Paris, de 16 de setembro de 2006 a 15 de Janeiro de 2007.

Nem Walt e nem Dalí viveram para ver sua obra pronta, mas sem sombra de dúvidas ficou belíssima. A delicadeza do curta faz juz ao estilo de Walt e as obras e clima de sonho com certeza teriam agradado Dalí, que foi uma figura singular.

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